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Plenário analisa pena maior para violência sexual digital contra criança

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Os senadores se reúnem em Plenário nesta terça-feira (7), a partir das 14h, para votar punições mais duras para a violência sexual digital contra crianças e adolescentes e maior garantia ao pagamento de pensão alimentícia, com transferência bancária automática.

Também deve ser feita nova sessão de discussão sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que concede aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde. 

O Projeto de Lei (PL) 3.066/2025 aumenta as penas para diversos crimes sexuais contra crianças, inclusive nos casos em que é utilizada a inteligência artificial. A pena atual para quem adquire, possui ou armazena material com violência sexual é de 1 a 4 anos de reclusão e multa. O projeto aumenta essa punição para 3 a 6 anos de reclusão e multa.

A proposta ainda autoriza a chamada ronda virtual, a ser feita por órgãos investigativos para coletar arquivos em ambientes digitais públicos, desde que relacionados a crimes de violência sexual contra menores, sem ordem judicial prévia.

A relatora na Comissão de Direitos Humanos (CDH), senadora Damares Alves (Republicanos-DF), apoia o texto como veio da Câmara dos Deputados. O projeto original é do deputado Osmar Terra (PL-RS).

Pensão alimentícia

Outro projeto em pauta é o PL 4.978/2023, que possibilita que os juízes obriguem a transferência automática mensal da pensão alimentícia diretamente para a conta do beneficiário ou de seu representante legal.

A relatora na CCJ, senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), afirma que já há casos em que o desconto é feito diretamente na folha de pagamento. Em outras situações, porém, é preciso entrar na Justiça diversas vezes quando a pensão não é paga.

A versão original do texto é da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

Agentes de saúde

A sessão deve contar com a segunda sessão de discussão em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/2021, que dá aos agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias o direito à aposentadoria com idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens. Para isso, eles devem comprovar ter 25 anos de contribuição e de atividade profissional.

O texto ainda disciplina a forma de contratação desses agentes e prevê medidas de financiamento pela União. Também estende as regras aos agentes indígenas de saneamento e de saúde. 

De acordo com os Ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, o impacto anual da PEC no Orçamento será de R$ 3 bilhões por ano.

O relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Irajá (PSD-TO), apoia a proposta na forma como veio da Câmara dos Deputados.

Para ser aprovada no Senado, a PEC deve passar por cinco sessões de discussão em primeiro turno, quando ocorrerá a primeira votação. Depois, deve haver outras três em segundo turno, com nova votação.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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Wellington Fagundes trata briga no clã Bolsonaro como “questão familiar” e cita atuação do PL

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O senador Wellington Fagundes (PL) avaliou como um assunto de ordem privada os recentes desentendimentos entre o senador Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Segundo ele, o episódio deve ser tratado como uma “questão familiar”, enquanto a condução política do caso estaria sendo feita pelo presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto.

“É uma decisão pessoal da família, cabe à família responder. Isso é um processo familiar e que o Valdemar [Costa Neto], como presidente do partido, está administrando”, afirmou.

A crise interna ganhou força após uma publicação de Michelle nas redes sociais, na qual ela fez críticas a Flávio Bolsonaro. No vídeo, a ex-primeira-dama afirmou ter sido desrespeitada e maltratada pelo enteado mais velho, que, segundo ela, teria defendido seu afastamento das decisões partidárias e colocado em dúvida seu entendimento sobre política.

O episódio provocou repercussão dentro da legenda e acendeu alertas sobre possíveis impactos eleitorais, especialmente entre o público feminino, diante da disputa presidencial associada ao grupo político de Jair Bolsonaro.

Ao comentar as declarações de Michelle sobre possível violência de gênero dentro do partido, Fagundes relembrou debates anteriores envolvendo sua participação em disputas eleitorais. Ele citou ainda nomes do próprio campo político ao abordar a representação feminina nas chapas majoritárias.

Tereza Cristina é pré-candidata ao Senado no Distrito Federal, mas pode rever sua participação na disputa após o episódio. Ela deixou recentemente a presidência do PL Mulher.

Fagundes também avaliou que faltaram oportunidades para maior presença feminina em composições eleitorais anteriores, citando o cenário da última eleição presidencial.

“Lá atrás, ela [Michelle] tinha possibilidade de ser candidata. Assim como na eleição passada defendemos que a Tereza Cristina fosse a vice do Bolsonaro. Foi um erro do [Jair] Bolsonaro à época”, afirmou.

O senador ainda reforçou sua defesa por maior participação de mulheres na política e lembrou uma proposta legislativa de sua autoria sobre o tema.

“E quem falou isso foi o próprio Valdemar e o próprio presidente Bolsonaro. Eu sempre entendo que a participação de todos é importante, tanto é que fiz um projeto de lei para que 30% das vagas do Legislativo sejam das mulheres”, encerrou.

Jair Bolsonaro também foi citado no contexto das declarações envolvendo decisões passadas sobre composição eleitoral.



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