Polícia
Investigada por homicídio de caminhoneiro em Rondonópolis é condenada a mais de 10 anos de prisão
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Uma mulher investigada pela Polícia Civil pelo homicídio de um homem com quem mantinha um relacionamento amoroso foi condenada a mais de 10 anos de prisão com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis.
Na quarta-feira (1.7), Gabriely Lorraine Moreira, atualmente com 24 anos, foi submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri, sendo condenada pela prática do crime de homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima, previsto no artigo 121, § 2º, inciso IV, do Código Penal.
A pena foi fixada em 10 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.
O crime, que vitimou Edésio Silva Arantes, de 52 anos, ocorreu no dia 27 de outubro de 2022. Na ocasião, a vítima foi morta com um golpe de faca na porta de sua residência, no bairro Jardim das Paineiras. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada no hospital.
As investigações conduzidas pela DHPP de Rondonópolis apuraram que a autora, que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima, foi até o imóvel e a chamou até o portão. Quando Edésio saiu para atendê-la, recebeu um abraço e, em seguida, foi atingido com um golpe de faca no peito, sendo surpreendido sem qualquer possibilidade de defesa.
Após a realização de diligências, oitivas e produção de provas técnicas, a DHPP concluiu o inquérito policial com o indiciamento da investigada por homicídio qualificado, remetendo o procedimento ao Poder Judiciário. A suspeita que era considerada foragida foi presa, nesta sexta-feira (03), após ser localizada pela Polícia Militar.
A delegada titular da DHPP de Rondonópolis, Karla Peixoto Ferraz, destaca que a condenação representa o resultado do trabalho investigativo desenvolvido pela unidade.
“A investigação qualificada reuniu elementos probatórios capazes de esclarecer a dinâmica do crime, identificar a autoria e subsidiar a responsabilização da acusada perante o Tribunal do Júri, reafirmando o compromisso da instituição com a elucidação dos crimes contra a vida e o combate à impunidade”, destacou a delegada.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira
O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.
A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.
Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.
E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.
O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.
Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.
Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência
Foto: Helder Faria
Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.
Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.
Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.
Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.
Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia
Fonte: ALMT – MT
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