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Para Estados entrarem na reforma, governadores de esquerda têm que votar a favor, diz Bolsonaro

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Apesar de integrantes do governo já admitirem a exclusão de Estados e municípios da reforma, presidente falou que o assunto está sendo negociado

 

Da Redação

O presidente Jair Bolsonaro criticou governadores do Nordeste ao falar sobre a permanência ou não dos Estados e municípios na reforma da Previdência e admitiu que a proposta defendida pelo governo traz desgaste para o Congresso.

“Para entrar Estados e municípios (na reforma), os governadores, em especial do Nordeste, de esquerda, têm que votar a favor. Até pouco tempo eles queriam que fosse aprovada a reforma com voto contrário deles, para não ter desgate, porque tem desgaste ao Parlamento. Sim, tem”, disse. Os presidentes da Câmara e do Senado receberam os governadores do Nordeste na manhã desta terça. 

Ele ponderou que há um sentimento dentro e fora do Parlamento de que “temos que mudar”. “Se não mudar, o Brasil vai ter mais problemas econômicos do que já temos no momento”, afirmou. Bolsonaro falou com jornalistas ao chegar para almoço no Ministério da Defesa.

Apesar de integrantes do governo já admitirem a exclusão de Estados e municípios da reforma, o presidente também falou que a inclusão ou exclusão ainda está sendo negociada. Qualquer que seja o resultado, Bolsonaro disse esperar que a leitura do relatório na Câmara seja concluída nesta terça-feira. Ele contou, ainda, que conversou sobre o assunto com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o relator do texto, Samuel Moreira (PSDB-SP). “Participo no que é possível.”

Sobre a pressão de policiais para abrandamento para a categoria no parecer, Bolsonaro disse que todos terão sua cota de sacrifício. Ele tratou do assunto com o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, e o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,para-entrar-estados-na-reforma-governadores-de-esquerda-do-ne-tem-que-votar-a-favor-diz-bolsonaro,70002900671

Foto: LUIS MACEDO/AG. CÂMARA

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Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

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O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.



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