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Pandemia obriga prefeito de Chapada a decretar estado de calamidade pública

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Da Redação

Prefeito chapadense afirma que o município esgotou a sua capacidade de atendimento clínico, além de enfrentar dificuldades na remoção dos pacientes regulados pelo SUS até Cuiabá ou Várzea Grande. “Não há vagas de UTI”.

Nesta sexta-feira, 19, Chapada dos Guimarães-MT (65 km de Cuiabá) passou a vivenciar Estado de Calamidade Pública, decreto instituído pelo prefeito Osmar Froner de Melo e publicado na edição de hoje (19) do Diário Oficial Eletrônico dos Municípios.

O documento possibilita com que as secretarias municipais diligenciem providências que julgarem cabíveis para debelar a força dessa pandemia. Por outro lado, o Estado de Calamidade Pública viabiliza à Prefeitura abrir crédito extraordinário voltado à cobertura de despesas, salientou o gestor público.

O município chapadense atingiu o auge da faixa de contaminação, o que contingenciou o emprego desse decreto para propiciar o desenvolvimento de mais ações emergenciais, argumentou o prefeito.

Em linhas gerais, segundo descreveu, Chapada vivencia quadro caótico em relação à disseminação da covid-19, sem que o município disponha de estrutura hospitalar condizente aos casos registrados oficialmente, dia após dia.

“É uma situação caótica, sim. Apesar dos avanços consolidados, com melhoria estrutural nas nossas unidades clínicas, enfrentamos, há meses, falta de leitos em Cuiabá e Várzea Grande, para atender os pacientes regulados pelo SUS”.

Melo explicou que o avanço da covid-19 em Chapada é ainda mais preocupante nessa segunda onda da doença, seguindo a mesma linha do que acontece nos demais municípios do país.

“Pelo que os médicos dizem, ela (covid) prospecta infecção mais rápida nos pulmões, provocando óbito. É, de fato, desesperadora a situação geral que vivenciamos aqui, no restante do Estado e país afora. Muitos pacientes chegam com cerca de 30% de comprometimento pulmonar, sendo estabilizados. Porém, de repente, essa infecção se alastra rápida, comprometendo 70 a 80% dos pulmões. Daí para o óbito é outro passo curto”.

O prefeito sublinhou também que o Estado inteiro está voltado a abrir mais vagas de UTIs na rede pública. “O projeto em curso é capacitar os municípios de forma eficiente, para que procedam atendimento emergencial local. Isso implica ainda na contratação de médicos e outras especialidades da área de medicina. Uma outra necessidade é de que a própria sociedade tenha comprometimento em acatar as instruções preventivas, evitando aglomeração, contatos físicos, ambientes fechados, com atenção geral à parte de higienização das mãos e objetos de uso pessoal, etc. E sempre usando máscara”. 

Por meio de mensagem, a Prefeitura de Chapada dos Guimarães vai solicitar à Assembleia Legislativa de MT para que reconheça o Estado de Calamidade Pública, para os fins previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal.  

 

 

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Comissão que analisará linha de crédito para motociclistas profissionais é instalada

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O Congresso Nacional instalou nesta segunda (17) a comissão que vai analisar a MP 1.366/2026. Essa medida provisória criou uma linha de financiamento facilitado para motociclistas profissionais que atuam no transporte de passageiros ou em serviços de entrega por aplicativo.

A MP também beneficia taxistas, motoristas de aplicativo e transportadores de pequenas cargas urbanas. A medida provisória atende tanto os trabalhadores autônomos como os que têm carteira assinada.

A senadora Leila Barros (PDT-DF) foi eleita presidente da comissão — que é mista, ou seja, é composta por deputados federais e senadores. A deputada Amanda Gentil (PP-MA) será a relatora do grupo.

Essa medida provisória, que foi editada em 12 de junho, faz parte do Programa Move Brasil, lançado pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito de diferentes segmentos do transporte.

Fundo

A MP 1.366/2026 autoriza o uso de recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis) para financiar:

  • a compra de veículos;
  • a renovação da frota;
  • investimentos para melhorar a atividade de transporte;
  • projetos que aumentem a produtividade;
  • iniciativas de redução das emissões de carbono.

Acesso ao crédito

Ao assumir a presidência da comissão, Leila Barros afirmou que a MP enfrenta uma das principais dificuldades de quem depende de veículos para trabalhar: o acesso ao crédito em condições favoráveis.

— É mais uma iniciativa importante do governo federal, porque enfrenta um problema concreto da vida de milhões de brasileiros: o custo de trabalhar. Estamos falando de motoristas de aplicativos, entregadores, motofretistas, mototaxistas, taxistas e outros profissionais de transporte de passageiros e de cargas. Homens e mulheres que saem de casa todos os dias e que dependem de um carro, de uma motocicleta ou de outro veículo para garantir a sua renda e sustentar as suas famílias — declarou.

Para a senadora, a dificuldade de acesso ao crédito faz com que esses profissionais continuem utilizando veículos mais antigos.

— Quem trabalha com aplicativo sabe como é difícil chegar ao sistema financeiro apresentando uma renda variável e pedir crédito com juros mais razoáveis. Muitas vezes, o resultado é continuar trabalhando com o veículo antigo, que consome mais combustível, exige mais manutenção, oferece menos segurança e compromete uma parcela cada vez maior da renda do trabalhador — ressaltou.

Sustentabilidade

Leila disse que os efeitos da MP vão além da concessão de crédito e envolvem geração de renda, mobilidade urbana, segurança no trânsito e desenvolvimento industrial sustentável.

Isso acontece, segundo ela, porque a medida provisória estimula o uso de veículos que atendem a critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica.

— Ao incentivar a renovação da frota e criar condições para a ampliação da infraestrutura de recarga e troca de baterias, por exemplo, estamos também preparando nossas cidades para a transição para uma mobilidade de baixo carbono — argumentou.

Tramitação

A senadora prometeu diálogo e agilidade na análise da MP. Segundo ela, a comissão ouvirá os setores envolvidos (por meio de audiências públicas, por exemplo) e analisará possíveis mudanças no texto.

— Como presidente desta comissão, vou trabalhar para que possamos analisar essa medida provisória com responsabilidade, ouvir os setores envolvidos, incentivar o aperfeiçoamento do texto, caso necessário, e construir as condições necessárias para a sua aprovação pelo Congresso Nacional — salientou.

Já foram oferecidas até agora 14 emendas ao texto. Após a análise da comissão, a medida provisória ainda terá de passar por votação, respectivamente, nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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