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Novelli, Albano e Maluf compõem Mesa Diretora do TCE-MT do próximo biênio

A posse da 56ª Mesa Diretora do Tribunal de Contas de Mato Grosso está prevista para 21 de dezembro.

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Política

Por unanimidade, o conselheiro José Carlos Novelli foi eleito, na sessão ordinária desta quarta-feira (3), presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) para o biênio 2022-2023. Na oportunidade, também foram escolhidos como vice-presidente e corregedor-geral do órgão de controle externo, os conselheiros Valter Albano e Guilherme Antonio Maluf, respectivamente.

Com destaque para uma gestão inclusiva, o presidente eleito destacou que seu compromisso será construir um TCE renovado, forte e ao mesmo tempo técnico e orientativo. “Assumo esta missão com orgulho, com grande responsabilidade e imensa gratidão por contar com a confiança e a colaboração de todos os meus amigos conselheiros. Agradeço também as inúmeras manifestações de apoio e carinho por parte dos servidores desta casa, das entidades que os representam, sendo elas Sinttcontas, Audipe e Asteconpe, assim como de autoridades e amigos”.

Novelli assegurou que todos podem contar com sua total dedicação a um trabalho incansável para realizar uma gestão eficiente, inclusiva, focada em fazer do Tribunal um local onde todos tenham orgulho de servir, na certeza de que esse trabalho colabora efetivamente para a promoção de decisões justas e melhoria da gestão pública e dos serviços prestados à sociedade.

O conselheiro também fez questão de ressaltar a atuação de Guilherme Maluf à frente do Tribunal de Contas. Segundo ele, mesmo diante de tamanhas restrições, o atual presidente conseguiu imprimir uma série de avanços que entram para a história do TCE-MT. “Nós pretendemos dar continuidade aos projetos iniciados nesta gestão e colaborar para o seu aprimoramento”, declarou.

O presidente eleito também destacou que quer contar com a inteligência e o desempenho de todos os conselheiros nas áreas onde cada um tenha talento e dedicação, citando a função que cada um dos membros irá desempenhar na próxima gestão.

“O Tribunal é uma organização que reúne o maior acervo sobre a administração pública do Estado, tem um corpo diretivo e técnico altamente capacitado, e uma série de sistemas e ferramentas avançadas. Nosso papel é organizar essa inteligência e colocá-la a serviço da administração pública, para que o resultado do nosso trabalho seja a melhoria dos indicadores sociais de Mato Grosso. Este é o plano. Conto com o apoio dos senhores na execução desta empreitada”, finalizou.

Em sua fala, Guilherme Antonio Maluf lembrou da importância histórica do momento para o TCE-MT, que após dez anos realizou a primeira eleição com o quadro de conselheiro recomposto em sua integralidade.

“Estou muito feliz por essa recomposição ter acontecido ainda na minha gestão, encerrando um ciclo e abrindo perspectivas promissoras para a nova Mesa Diretora. Esta situação de normalidade institucional restabelece integralmente nossa capacidade de trabalho e garante segurança jurídica plena a todas as ações, com reflexos positivos no próprio relacionamento com a sociedade, os Poderes e os jurisdicionados. Quem ganha com isso é o cidadão, que volta a contar com um tribunal completo e legitimado”, comemorou.  

Maluf também fez um balanço das principais ações de sua gestão como presidente e destacou que o importante agora é olhar para o futuro, vislumbrando um tribunal ainda mais consolidado e fortalecido como instituição, capaz de atender as necessidades da população.

“Trabalhar com eficiência e responsabilidade sempre foi a meta desta gestão. Em meio à pandemia, assim como todos, tivemos que nos reinventar, mas conseguimos entregar o que determina a constituição e o que a sociedade espera de um órgão de controle. Sem abrir mão da função maior de fiscalizar, evoluímos e hoje estamos muito mais próximos dos gestores, evitando erros antes que aconteçam. Sem qualquer vaidade, além da satisfação de ter cumprido minha missão, afirmo que o saldo é positivo”, declarou.

Por fim, o conselheiro, que será corregedor-geral no próximo biênio, desejou boa sorte e bom trabalho à nova Mesa Diretora. “Estamos juntos, recompostos e ativos, em defesa do direito do cidadão a um serviço público eficiente e de qualidade”.

Corregedor-geral na atual gestão e vice-presidente eleito, Albano também exaltou a gestão de Guilherme Maluf e citou projetos que considera relevantes para democracia e para a instituição. O conselheiro ponderou não ter a necessidade de assumir nenhum cargo, mas uma vez tendo assumido a responsabilidade, prometeu fazer o melhor possível.

O conselheiro Antonio Joaquim, que permanecerá ouvidor-geral do TCE-MT no próximo biênio, por sua vez, destacou a referência e experiência da nova Mesa Diretora. “Homens públicos extremamente capazes de fazer a mudança e contribuir com os gestores. Vai ser um mandato rico e que vai contribuir muito com as políticas públicas desse estado”.  

Já o vice-presidente, conselheiro Gonçalo Domingos de Campos Neto, que será o responsável pelo relacionamento e articulação com o sistema nacional de controle externo, representando o nosso Tribunal de Contas junto à Atricon (Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil), declarou todo seu apoio e destacou que será um período de muito crescimento para o órgão.

O conselheiro Sérgio Ricardo, que prestará apoio na formulação de ações inovadoras na área de controle externo do meio ambiente, inicialmente por meio de auditoria operacional, produzindo junto aos municípios um diagnóstico completo do setor, afirmou estar muito feliz em fazer parte do que o tribunal será daqui para frente: “aceito o desafio de participar desse projeto”.

Procurador-geral de Contas, Alisson Carvalho de Alencar fez questão de ressaltar a grande responsabilidade em falar pelo Ministério Público de Contas (MPC) em um dia histórico por duas razões especiais. “Esse tribunal agora conta novamente com sua composição plena, constitucional e completa e, fortalecendo ainda mais sua composição constitucional, a eleição de três conselheiros, com votação de todos os conselheiros titulares e de forma harmoniosa e unânime. Confiamos que o tribunal sairá daqui dois anos ainda melhor, contem 100% com o MPC”.

Com ausência justificada, o conselheiro Waldir Teis, que assumirá o cargo de supervisor da Escola Superior de Contas, hoje sob responsabilidade de José Carlos Novelli, enviou seu voto antecipadamente, conforme previsto no Regimento Interno do TCE-MT.

A posse da 56ª Mesa Diretora do Tribunal de Contas de Mato Grosso está prevista para 21 de dezembro.

HISTÓRICO – Em 2021, Novelli completou 20 anos de posse no TCE-MT. Já foi presidente por dois mandatos, vice-presidente e corregedor-geral e atualmente é supervisor da Escola Superior de Contas. O conselheiro foi o responsável pela implementação do Programa Consciência Cidadã, pelo início das transmissões online das sessões plenárias, pela criação do Sistema Aplic e implantação do Portal Transparência. Dentre muitos outros destaques, também foi em sua gestão como presidente que foi aberto o concurso público para procurador de contas e auditor substituto de conselheiro.

Foto: TCE-MT

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Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia

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A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.

O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.

A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.

Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.

O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).

Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.

Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:

  • tempo adicional para as avaliações;
  • ambiente com menos estímulos para distraí-los;
  • oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
  • recursos tecnológicos de apoio; e
  • flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.

As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.

Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.

A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.

O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.

Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.

Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.

Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba

Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná

Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.

De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).

Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.

O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.

Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.

Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.

Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.

Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.

Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.

Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.

A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.

A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).

Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.

O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).

Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.

Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.

No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.

A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.

Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.

Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.

Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.

Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.

Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.

Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra



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