"Fake News ou Real"

Nota Fiscal apresenta indícios de superfaturamento na compra de avental em Sapezal

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Política

Da Redação.

Com valores praticados para o consumidor comum, o avental de manga cumprida descartável custa em média R$ 2.99, e a disparidade apresentada na Nota Fiscal Eletrônica da Prefeitura de Sapezal, com a compra do mesmo produto pelo valor é de R$ 18.50, o que caracteriza em indícios de superfaturamento que chega a mais 600%.

Os valores apresentados pela Nota Fiscal emitida para o destinatário Município de Sapezal, de nº 2061, com a data de 13.05.2020, no valor total de R$ 17.650, detalhando a compra do equipamento “Avental Descartável Manga Longa Branco, 500 unidades por R$ 9.250.00, levantaram suspeitas.

Foto: nfe.fazenda.com.br

Na consulta realizada pelos analistas técnicos em matemática, a equipe de reportagem verificou que R$ 9.250 dividido por 500 unidades de aventais, cada equipamento saiu pelo custo de R$ 18.50, valor muito acima dos que são praticados no mercado consumidor comum, que tem a média de R$ 3.00.

Na primeira matéria, publicada pelo site de noticias, www.omatogrosso.com, o prefeito de Sapezal, Valcir Casagrande falou que além de ser Fake News, a reportagem estaria utilizando de parte de documentações da Prefeitura, como também, tinha afirmado que a compra de aventais não teria sido realizada.

Foto: Divulgação/Facebook

“Com a Nota Fiscal apresentando indícios de superfaturamento, agora a população terá condições de descobrir quem é na realidade Fake News em Sapezal”.

Nos últimos dias, várias matérias apresentando denúncias com indícios de irregularidades, praticadas pela Prefeitura de Sapezal, através da Secretaria Municipal de Saúde, tomaram conta da cidade, quando a população começou cobrar satisfações e posicionamento dos vereadores, responsáveis por fiscalizar as atividades realizadas pelo poder público executivo municipal.

“Quem será o Picareta na ordem do dia”?

Foto: Mercadolivre

Diante de tantas matérias divulgadas, baseadas em documentos da própria Prefeitura de Sapezal, como os Detalhamentos de Empenho e Notas Fiscais, o que era chamado de Fake News pelo prefeito, agora passa ser dados contundentes, que requer uma explicação não só para os vereadores, e população, mas também para o Ministério Público Estadual e Federal, já que segundo informações de bastidores, dezenas de denúncias já foram protocoladas no MP.

“Os indícios de superfaturamento caracterizam em crime de improbidade administrativa, que resulta em investigações, com punições que vão desde processos, afastamento e até cassação de mandato”.  

Cabe agora, os vereadores do município fazer valer cada voto que foi depositado em sua pessoa, mostrando que são funcionários do povo, e não apenas servidores públicos que defendem interesses do prefeito, fiscalizando verdadeiramente como está sendo aplicado o dinheiro do povo.

Alguns vereadores já declararam que vão buscar esclarecer os fatos, nem que seja até a últimas instâncias.

Resta saber se agora o prefeito vai falar que Nota Fiscal da Prefeitura é Fake News.

Vídeo: tvsapezal

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Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação

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O Projeto de Lei 367/26 permite que cooperativas que atuem como autorizadas na distribuição de energia elétrica solicitem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudança para a categoria de permissionárias de serviço público. A alteração poderá ampliar a área e o tipo de consumidores atendidos por essas cooperativas. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Hoje, as cooperativas sob o regime de autorizadas atendem consumidores em áreas rurais e não podem expandir sua atuação para áreas urbanas, mesmo quando essas regiões crescem e passam por mudanças econômicas e populacionais.

O autor do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirma que as restrições atuais de operação “não condizem com a realidade das regiões atendidas”, pois impedem que as cooperativas acompanhem o crescimento de sua área de atuação e comprometem a sustentabilidade do modelo cooperativista.

Segundo o deputado, a mudança também permitirá tratamento regulatório mais equilibrado entre cooperativas que exercem funções semelhantes no setor elétrico, mantendo a competência da Aneel para avaliar cada pedido.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra



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