Política

‘Ninguém vai se arriscar a desafiar a democracia no Brasil’, diz Toffoli

Publicado em

Política

Presidente do STF reforçou que o STF continuará cumprindo o papel de ‘sempre garantir a Constituição e a lei’

 

Da Redação

O Presidente da República em exercício, ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, na tarde desta terça-feira (25), que “ninguém vai se arriscar a desafiar a democracia no Brasil” e que o Judiciário está atento. Toffoli conversou com jornalistas durante coletiva de imprensa concedida no Palácio do Planalto.

“Eu tenho certeza que todos os candidatos que hoje estão colocados para a disputa do primeiro turno têm clareza de que o respeito às regras do jogo faz parte da possibilidade de uma vitória em um eventual segundo turno e ninguém vai se arriscar a desafiar a democracia no Brasil. Nós estamos atentos para defender a democracia no Brasil”, declarou.

Toffoli reforçou que o STF continuará cumprindo o papel de “sempre garantir a Constituição e a lei”. O ministro relembrou a atuação da Corte durante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, as duas denúncias contra o presidente Michel Temer e também o processo de cassação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que está preso desde 2016. Para Toffoli, o STF atuou com “toda competência e responsabilidade” e deixou claro que as instituições estão funcionando.

Ele considera que, independente de quem for eleito na disputa presidencial deste ano, a vontade popular será respeitada e o diálogo e a pluralidade de ideias serão mantidos. “Aquele que vai ser eleito tem que dialogar com todos, não tem outra situação possível. A atividade de governança necessita do diálogo”, disse. “Seja quem for o presidente eleito, ele saberá ser crismado na pluralidade”, declarou em outro momento da coletiva.

Sobre um possível clima de instabilidade dependendo do resultado do pleito, em outubro, o ministro defendeu que é preciso ter claro que “a pluralidade e a diversidade” fazem parte da essência da democracia. “Não existe essa ideia de que há polarizações, são visões de mundo em que a maioria decide. Temos que respeitar a vontade popular, respeitar a vontade do eleitor.”

O ministro considera que “o Brasil está numa dimensão de democracia” para fazer a transição e lembrou que a Constituição de 1988 completará 30 anos no próximo mês. Ele reforçou que Temer, como um constitucionalista, “sabe a importância desse período de transição” para o País.

Toffoli, que tomou posse como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) este mês, assumiu o comando do Executivo de maneira interina no último domingo (23) após viagem de Temer aos Estados Unidos para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Temer retornará ainda hoje.

Hoje, Toffoli assinou Medida Provisória (MP) que reabre por seis meses o prazo para adesão do Regime de Previdência Complementar (RPC), gerido pelo Funpresp, para servidores públicos do Executivo, Legislativo e Judiciário. Ontem, Toffoli sancionou diversas propostas, entre elas a que torna crimes a importunação sexual e a divulgação de cena de estupro, além de aumentar pena para crime de estupro coletivo.

Sobre sua atuação como presidente interino, Toffoli relembrou que esteve no Palácio do Planalto como sub-chefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, entre 2003 e 2005, e disse que é uma satisfação estar de volta. “Tenho grandes amigos aqui, e tivemos oportunidade de conversar e dialogar”, disse, citando entre os amigos o atual ministro de Direitos Humanos, Gustavo Rocha. Ele disse ainda que conversou com Temer sobre a seleção de atos que poderiam “marcar sua passagem” pela Presidência.

Sem a figura do vice-presidente e com a proximidade do período eleitoral, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), também precisam deixar o País na ausência do presidente Temer para não ficarem inelegíveis.

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo / https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/ninguem-vai-se-arriscar-a-desafiar-a-democracia-no-brasil-diz-toffoli/

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

Publicados

em


O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA