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MPE aponta que “milícia digital” influenciou na vitória de Flávia Moretti em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), está enfrentando uma investigação na Justiça Eleitoral por suspeita de envolvimento em práticas ilegais durante a campanha eleitoral de 2024. O Ministério Público Eleitoral (MPE) considerou os fatos graves e mencionou jurisprudências que tratam dos episódios investigados como disseminação de fake news. O MPE solicitou a condenação da prefeita, podendo resultar na cassação de seu registro de candidatura.

A ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), movida pelos diretórios municipais do MDB e União Brasil, está sob segredo de justiça. As acusações incluem a utilização de “caixa 2” e a suposta criação de uma “milícia digital” para disseminar fake news contra seu adversário na época, o ex-prefeito Kalil Baracat (MDB), que foi derrotado nas eleições.

A prefeita é acusada de calúnia, injúria e difamação contra Baracat, supostamente utilizando meios de comunicação, incluindo internet e redes sociais, para espalhar informações falsas. A audiência de instrução e julgamento está marcada para o próximo dia 13 de março e contará com a presença de líderes locais do MDB e União Brasil.

Além das acusações de disseminação de fake news, também há investigação sobre possíveis irregularidades na prestação de contas da campanha, levantando suspeitas de caixa dois.



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Projeto cria plataforma para monitorar estoque e falta de medicamentos no país

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O Projeto de Lei 1840/26 obriga indústrias, distribuidores, farmácias e hospitais a monitorar e divulgar informações sobre a disponibilidade, o estoque e a previsão de falta de medicamentos. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Plataforma Nacional de Monitoramento de Medicamentos, vinculada ao Ministério da Saúde. A plataforma, acessível ao público, informará a disponibilidade atualizada dos medicamentos e alertará sobre risco de desabastecimento a usuários cadastrados. Itens para doenças crônicas, psiquiátricas, oncológicas e raras terão prioridade.

“O acesso a essas informações é fundamental para que o cidadão possa planejar o tratamento, evitar interrupções e exercer plenamente o direito constitucional à saúde”, disse a ex-deputada Heloísa Helena (Rede-RJ), autora do projeto, que atualmente está na suplência de mandato.

O texto também é assinado pelas deputadas Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Luizianne Lins (Rede-CE).

Segundo o projeto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) será responsável por regulamentar as diretrizes da lei.

O descumprimento das regras sujeitará os infratores a sanções administrativas. As instituições também poderão ser impedidas de participar de licitações e processos de aquisição de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Próximos passos
A proposta tem regime de urgência e, por isso, poderá ser votada diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara. O texto está apensado ao Projeto de Lei 7046/25, sobre o mesmo tema.

Para virar lei, o projeto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli



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