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Michelly Alencar critica gestão de Emanuel: “Ele Puniu a População ao Não Entregar o Básico”

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Foto: Reprodução/Instagram

Para a vereadora Michelly Alencar (União), a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) foi desastrosa. Ela afirmou que o impacto deixado pelo ex-gestor não se restringe ao rombo financeiro, mas também comprometeu a estrutura da cidade.

“A gestão Emanuel Pinheiro hoje, para mim, a palavra que eu posso encontrar é desastrosa mesmo. Ela puniu a população quando deixou de entregar o básico, o remédio na unidade de saúde, quando deixou de tratar as pessoas que estavam a beira da morte com as cirurgias em que as pessoas ficaram quatro, cinco anos aguardando na fila, e servidores que estão ali diariamente”, disse.

“Ela [a gestão] deixou de pagar empresas terceirizadas, prestadores de serviços. Aos poucos, principalmente nesses dois últimos anos, tudo foi parando”, acrescentou a vereadora.

A Parlamentar destaca que os prejuízos da gestão de Emanuel vão além do aspecto financeiro. Segundo ela, após oito anos de administração, a cidade está mais degradada e sem autoestima.

“Ele pagou um pouquinho para não parar totalmente. Então quando a gente avalia de forma mais criteriosa não é só um rombo financeiro, é um rombo na estrutura da cidade. Há quanto tempo a gente não tem, por exemplo, uma decoração de final de ano, a gente não vê a cidade bonita? A autoestima da cidade se perdeu com a gestão Emanuel”, apontou.

A vereadora Michelly Alencar garantiu que o Legislativo está dedicado à recuperação da cidade, que, segundo ela, sofreu consideráveis danos durante a gestão do ex-prefeito. Ela também afirmou que estão sendo planejadas estratégias para os primeiros seis meses da nova administração, período que considera o mais desafiador.

“A gente, principalmente nós da Mesa Diretora, traçando algumas estratégias, estando à disposição, inclusive do prefeito para a gente encontrar aquilo que é mais viável para ajudar Cuiabá. Então estamos imbuídos em buscar essas estratégias imediatas para fazer com que Cuiabá tenha um folego, um respeito. E o maior desafio logo de cara é pagar o salário atrasado dos servidores agora em janeiro”, concluiu.

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Gaeco investiga denúncia de que Tião da Zaeli teria financiado eleição de Wanderley em VG

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O ex-vice-prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli é citado em uma denúncia encaminhada ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) como suposto financiador da eleição de Wanderley Cerqueira à presidência da Câmara Municipal. Segundo o relato, o apoio teria como objetivo garantir vantagens para três empresas com interesses no município. A suspeita integra o inquérito da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20), que apura possíveis crimes de corrupção, extorsão e compra de votos no Legislativo.

Conforme o Relatório de Informações nº 03/2026, o denunciante afirmou ter participado de uma reunião com o vereador Kleberton Feitoza em 2024, antes da posse da prefeita eleita Flávia Moretti (PL). Na ocasião, Kleberton teria mencionado a participação de Tião da Zaeli no financiamento da disputa pela Mesa Diretora, com a intenção de garantir a eleição de Wanderley e fortalecer a influência do grupo sobre decisões da administração municipal.

A denúncia cita três empresas que, segundo o relato, poderiam ser beneficiadas pela articulação: a WR Cerqueira Construtora Ltda., apontada pelo denunciante como pertencente a um filho de Wanderley; a União Transporte e Turismo Ltda., responsável pelo transporte coletivo de Várzea Grande; e a Construtora Nhambiquaras Ltda. A suspeita é de que o apoio à eleição do presidente da Câmara estaria relacionado à obtenção de vantagens junto ao Executivo municipal.

Denúncia menciona possível plano contra a prefeita

O relato encaminhado ao Gaeco também levanta a hipótese de que a articulação política teria como objetivo afastar Flávia Moretti do comando da Prefeitura. De acordo com o denunciante, o grupo buscaria controlar a Mesa Diretora para viabilizar a abertura de um processo político-administrativo que pudesse resultar na cassação da prefeita.

Nesse cenário, a intenção inicial seria permitir que Tião da Zaeli assumisse o Executivo municipal. Ainda conforme a denúncia, após a renúncia dele ao cargo de vice-prefeito, o suposto plano teria sido alterado, passando a considerar Wanderley como possível beneficiário da linha sucessória.

As informações fazem parte das hipóteses investigadas e não comprovam que tenha existido uma articulação efetiva para afastar a prefeita ou alterar o comando da administração municipal.

A Operação Cathedra Venalis também reúne relatos sobre supostos pagamentos mensais a parlamentares, ofertas de dinheiro em troca de votos e pressões políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora. Entre os alvos das diligências estão vereadores de Várzea Grande e os parlamentares de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues.

O Gaeco busca esclarecer se houve financiamento ilícito da disputa e se interesses econômicos teriam influenciado a composição do comando do Legislativo municipal.

Até o momento, o relatório citado não comprova que Tião da Zaeli tenha financiado a eleição de Wanderley, que as empresas mencionadas tenham participado de irregularidades ou que tenha sido executado um plano para cassar Flávia Moretti. As informações têm como base o relato de um denunciante e dependem de confirmação por outras provas no decorrer da investigação.



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