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Mendes bloqueia saída de Dilmar do União e frustra articulação de novo partido

“O governador não aceita [me] liberar. Eu conversei muito com ele, mas ele falou que temos que construir junto com o partido.

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Secom AL-MT

O deputado Dilmar Dal Bosco (União), líder do governo na Assembleia Legislativa (ALMT), afirmou que o governador Mauro Mendes (União) negou assinar sua carta de desfiliação e dar anuência para deixar o União Brasil. “O governador não aceita [me] liberar. Eu conversei muito com ele, mas ele falou que temos que construir junto com o partido. Eu sempre fiz isso”, disse o parlamentar, na segunda-feira (4) ao comentar sua possível migração para o recém-criado Partido Renovação Democrática (PRD).

Perguntado se desistirá de mudar para o PRD, Dal Bosco disse que tem conversado com a cúpula nacional da nova sigla, visto que tinha assumido compromisso com o presidente nacional do PRD para ser o presidente do grupo no estado.

“Hoje nós temos várias situações. Eu tenho problemas em vários municípios do Estado, onde foi eleita a direção provisória [no União Brasil] e o pessoal antigo não aceita. Estão procurando um novo partido. Então, podem vir para dentro do PRD, que é um partido novo, com condição de eleger vários vereadores, vice-prefeitos e prefeitos”, explicou.

O parlamentar também deixou escapar que pretende indicar o seu irmão, o ex-prefeito Dilceu Dal Bosco, para ser o “mandachuva” do PRD no Estado e visualiza uma aliança entre o PRD e União Brasil em várias cidades de Mato Grosso. A declaração de Dilmar Dal Bosco pode ser considerada um “balde água fria” nas pretensões do novo partido, que é fruto da fusão entre o PTB e Patriota.

A sigla esperava um deputado estadual no estado e disputar as prefeituras das principais cidades. Apesar da confiança de Dal Bosco em ter o controle do partido mesmo estando no União Brasil, a tendência é que a sigla não permita tal articulação e deixe a legenda nas mãos dos dirigentes do extinto PTB e Patriota, como o ex-deputado Victório Galli e o vereador de Cuiabá, Kássio Coelho.

 

 

 

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Expedição Justiça Sem Fronteiras marca recomeços com divórcio e casamento em Palmarito

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A 2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras transformou histórias e realizou sonhos na comunidade de Palmarito, em Vila Bela da Santíssima Trindade (594 km de Cuiabá).

Enquanto a dona de casa Juscilene Massaré, de 48 anos, conseguiu oficializar o divórcio que aguardava há dois anos, o casal Edalina Tomicha e Cornelho Neto deu entrada no casamento civil após cerca de 30 anos de convivência.

Promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), por meio da Justiça Comunitária, a Expedição Justiça Sem Fronteiras leva serviços de cidadania, orientação jurídica e acesso à Justiça para comunidades localizadas na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia.

Um novo começo

Separada de fato há dois anos, Juscilene conta que desejava formalizar o divórcio desde o fim do relacionamento, mas as dificuldades financeiras e a rotina de trabalho impediram que ela buscasse a regularização. A solução veio por meio de uma audiência realizada por videoconferência. Embora o ex-marido não estivesse em Palmarito, ele participou do ato de forma remota e confirmou sua concordância com o divórcio.

“Assim que ele saiu de casa eu já queria resolver isso, mas não foi possível. Eu trabalhava muito, tinha meu filho menor para cuidar e não tinha condições de viajar. Eu ficava muito triste com essa situação. Então, conseguir resolver isso hoje é só felicidade”, afirmou.

A assessora de gabinete Juliana de Paula relata que a conciliação permitiu resolver rapidamente uma situação que poderia levar meses para ser concluída.

“Ela nos procurou informando que já estava separada de fato há dois anos e que o ex-cônjuge concordava com o divórcio. Como ele não estava presente, realizamos uma audiência por videoconferência com a participação do magistrado e do defensor público. Em menos de uma hora conseguimos resolver uma situação que poderia levar meses para ser concluída”, detalhou.

O sonho do casamento

Se para Juscilene o momento representou o encerramento de um ciclo, para Edalina Tomicha e Cornelho Neto simbolizou a realização de um sonho antigo. Moradores da comunidade, eles aproveitaram a passagem da expedição por Palmarito para dar entrada na habilitação do casamento civil.

“Nós somos moradores daqui e, quando ficamos sabendo dos atendimentos, viemos. Eu me sinto muito feliz. Faz muito tempo que ele fala sobre nos casarmos no civil”, contou Edalina.

“Eu amo minha mulher e quero casar com ela. Essa oficialização tem um valor muito grande para nós”, completou Cornelho.

A assessora jurídica da Defensoria Pública Patrícia Costa Campos explica que muitas pessoas deixam de formalizar a união por dificuldades financeiras ou pela distância dos serviços públicos. “Eles estão juntos há cerca de 30 anos, construíram uma família e uma história de vida na comunidade. Muitas vezes as pessoas não formalizam a união por falta de condições financeiras ou de acesso aos serviços. Para nós é uma alegria poder contribuir para que esse desejo seja realizado”, pontuou.

Próximas etapas

A programação da Expedição Justiça Sem Fronteiras segue para o distrito de Santa Clara de Monte Cristo, em Vila Bela da Santíssima Trindade, nos dias 14 e 15 de junho.

A última etapa será realizada no distrito de Vila Picada, em Porto Esperidião, nos dias 17 e 18 de junho.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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