ESCÂNDALO FEDERAL

LULA EXONERA NERI DO MINISTÉRIO E ANULA LEILÃO DO ARROZ SOB SUSPEITA DE IRREGULARIDADES

O ministro disse que o cargo foi colocado à disposição pelo próprio Neri

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Política

Foto Antônio Cruz / Agência Brasil

Sob intensa polêmica envolvendo o leilão de importação de arroz, realizado na semana passada, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que vem sendo cobrado pelo escândalo, disse, nesta terça-feira (11), que o secretário de Política Agrícola, Neri Geller, pediu demissão e não faz mais parte do quadro de confiança no Governo Federal. A avaliação interna do Mapa é de que houve conflito de interesses, em meio à participação de um ex-assessor de Geller no certame. O leilão já foi anulado.

Conforme informações apuradas após o trâmite do leilão, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), teve os lotes arrematados por empresas sem histórico de atuação no mercado do cereal. E chamou mais a atenção ainda, o fato de que a negociação da maior parte dos lotes foi feita pela Bolsa de Mercadorias de Mato Grosso (BMT) e pela Foco Corretora, de propriedade de Robson França, ex-assessor parlamentar do secretário de Política Agrícola, Neri Geller.
O ministro disse que o cargo foi colocado à disposição pelo próprio Neri. “Nesta terça-feira, pela manhã, o secretário Neri Geller me comunicou, fez ponderação, quando filho dele estabeleceu sociedade com esta corretora do Mato Grosso, ele não era secretário de político agrícola. Não há fato que desabone ou que gere qualquer tipo de suspeita, mas que de fato gerou, e por isso colocou o cargo à disposição”, afirmou Fávaro.
Conforme informações, a saída de Neri foi confirmada após reuniões no Palácio do Planalto. O presidente da Conab, Edegar Pretto, disse que o governo marcará um novo leilão, que, desta vez, terá a participação da Advocacia-Geral da União (AGU) e Controladoria Geral da União (CGU).
O ministro Carlos Fávaro já informou de que serão construídos “mecanismos” para avaliar empresas participantes do próximo leilão.

 

 

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Diego Guimarães defende Cartão Material Escolar para beneficiar 300 mil alunos e fortalecer o comércio nas cidades

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Mais de 300 mil estudantes da rede estadual de Mato Grosso poderão ser beneficiados com o Cartão Material Escolar (CME), proposta aprovada em segunda votação pela Assembleia Legislativa (ALMT) nesta quarta-feira (21). Além de auxiliar as famílias na compra de materiais escolares, a iniciativa pretende fortalecer as papelarias e movimentar o comércio local nos 142 municípios do estado. Para entrar em vigor, a proposta depende agora de sanção do governo do estado.

O benefício está previsto no Projeto de Lei nº 18/2025, de autoria do deputado Thiago Silva (MDB), com coautoria do deputado Diego Guimarães (Republicanos). A proposta prevê a disponibilização de um cartão, semelhante ao de débito, para que pais e responsáveis possam adquirir materiais como cadernos, lápis, borrachas e mochilas diretamente em estabelecimentos credenciados de seus municípios. A estimativa é alcançar estudantes de 630 escolas estaduais.

Defensor da descentralização das compras públicas, Diego Guimarães argumenta que o modelo permitirá que os recursos destinados aos materiais escolares permaneçam nos municípios, gerando empregos, renda e arrecadação de impostos. O parlamentar também critica a concentração das compras em grandes fornecedores, que, segundo ele, acaba deixando as papelarias mato-grossenses de fora desse mercado.

“Nós temos defendido a valorização do comércio local, das papelarias e dos pequenos mercados dos municípios. O sistema de voucher escolar daria autonomia para que o pai e a mãe recorram ao comércio local dos bairros e do centro da cidade para fazer a aquisição desse material, valorizando a geração de emprego nas papelarias, renda e o pagamento de impostos dentro de Mato Grosso”, explicou Diego Guimarães ao defender anteriormente a proposta.

Além de reduzir os gastos das famílias, o cartão permitirá maior autonomia na escolha dos materiais necessários ao longo do ano letivo, complementando os kits já distribuídos pelo Governo do Estado. As compras deverão seguir uma lista de produtos autorizados pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

A proposta de descentralização também conta com apoio de entidades do setor produtivo, como a Federação das Associações Comerciais (Facmat), a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) e o Sindicato dos Representantes Comerciais. Diego Guimarães chegou a sugerir à Seduc o aproveitamento da estrutura tecnológica do cartão Ser Família para facilitar o credenciamento das papelarias e a implantação do benefício.

“Queremos valorizar o comércio local, que movimenta a economia das nossas cidades, gera empregos e renda para a população. Ao mesmo tempo, buscamos dar mais autonomia aos pais e estudantes para escolherem seus materiais escolares, garantindo que esses recursos circulem dentro dos próprios municípios e fortaleçam os pequenos comerciantes”, reforçou o deputado Diego Guimarães, ao destacar a importância da iniciativa diante da crescente concorrência das grandes plataformas de vendas pela internet.

Caso o projeto seja sancionado, dependerá de regulamentação para definir os valores, critérios de concessão e regras de funcionamento do benefício.

Fonte: ALMT – MT



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