"Mais medidas"

Laboratórios de saúde animal passam a ter incentivos para produzir vacina anticovid-19

Medida passa a valer com derrubar veto do presidente Jair Bolsonaro ao dispositivo do PL do senador Wellington Fagundes

Publicado em

Política

Redação.

Em novo esforço para produção em larga escala de vacinas em território nacional para combater o novo Coronavírus, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro ao dispositivo previsto no Projeto de Lei 1343/2021, de autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT). Com a decisão de deputados e senadores, o dispositivo volta a valer e garante concessão de incentivos fiscais para as empresas veterinárias que adaptarem seu parque fabril para a produção de imunizantes contra a Covid-19. 

De acordo com a proposta original apresentada por Fagundes, o Governo ficaria autorizado a conceder incentivo fiscal para as indústrias veterinárias que ajudarem na produção de vacinas anticovid, com o que não concordou o Executivo.  Nas razões do veto, o presidente Jair Bolsonaro argumentou que o incentivo fiscal significaria renúncia de receitas sem a devida compensação.

“Quando aprovamos o PL 1343, de 2021, festejamos a unanimidade porque se tratava de uma iniciativa de absoluta importância sanitária para o enfrentamento ao novo Coronavirus. Foi um projeto que discutimos à exaustão, sobretudo, na Comissão da Covid-19” – disse o parlamentar do PL de Mato Grosso.

De acordo com a Lei 14.187/2021, para produzir vacinas anticovid, as empresas de saúde animal devem cumprir todas as normas sanitárias e as exigências de biossegurança próprias dos estabelecimentos destinados à produção de vacinas para uso humano.  As fases destinadas à produção, ao envasamento, à etiquetagem, à embalagem e ao armazenamento de vacinas para uso humano deverão ser feitas em ambientes fisicamente separados daqueles usados para vacinas veterinárias.

Ao defender a derrubada do veto na sessão do Congresso Nacional, Fagundes  destacou que o Brasil vem avançando muito no desenvolvimento de pesquisas de vacinas 100% nacionais, através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Algumas em estágios avançados. Além do mais, observou que o próprio MCTI acaba de fazer um novo chamamento público para prospecção de projetos de vacinas nacionais contra Covid-19 na fase de ensaios clínicos das fases I e II.

Diante do desenvolvimento de imunizantes 100% nacionais, o Brasil terá a necessidade de ampliar o seu parque de produção de vacinas. Ele ressaltou que essas plantas de saúde animal podem entregar até 400 milhões de doses em apenas 90 dias.

Wellington enfatizou que ao contrário de muitos outros países, “o povo brasileiro quer a vacina no braço, logo e urgentemente”. Disse ainda que quanto mais vacinas foram produzidas, “mais rapidamente voltaremos a normalidade”. Até agora, o Brasil vacinou 70% da população com uma dose e passou de 40% da população imunizada com duas doses ou dose única. 

“Para vencer o coronavírus, vamos precisar vacinar toda a população por vários anos – observou. Daí a importância dessas indústrias terem a possibilidade de acessar eventuais incentivos”.  Ele destacou ainda a importância do Brasil auxiliar na imunização das populações dos países vizinhos, especialmente Bolívia e Paraguai, de forma a se construir uma grande barreira sanitária contra a doença.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Retrospectiva: novo piso salarial dos professores foi destaque entre aprovações da Câmara na área de educação

Publicados

em


No primeiro semestre deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1334/26, que criou uma nova regra de reajuste do piso salarial dos profissionais do magistério público da educação básica. O texto, também aprovado no Senado, foi convertido na Lei 15.437/26.

A norma determina que, a partir de janeiro de 2026, o reajuste será baseado na soma:

  • da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior (no caso, 2025); e
  • de 50% da média da variação percentual da receita real de cinco anos anteriores (de 2021 a 2025, no caso de 2026) vinda de estados, Distrito Federal e municípios para compor o Fundeb.

A variação real corresponde ao que ficou acima do INPC no período.

A regra também valerá para profissionais contratados por tempo determinado.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o reajuste do piso em 2026 foi de 5,40%. Esse percentual reúne o INPC de 2025, de 3,90%, e um ganho real de 1,50%.

O piso nacional passou de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em janeiro de 2026.

INSS de bolsistas
Na área de educação, os deputados também aprovaram o Projeto de Lei 2950/15, que torna obrigatória a participação do bolsista de pós-graduação como contribuinte individual da Previdência Social para fins de acesso a benefícios como aposentadoria e auxílios.

De autoria do ex-deputado Davidson Magalhães (BA), o texto aprovado pela Casa foi relatado pelo deputado Ricardo Galvão (Rede-SP) e está em análise no Senado.

A contribuição assegurará, por exemplo, cobertura previdenciária em situações de doença, maternidade e incapacidade temporária. Além disso, possibilita a contagem do tempo dedicado à pesquisa para fins de aposentadoria.

A contribuição a ser recolhida pela instituição cedente da bolsa será de 11% sobre um salário mínimo (atualmente R$ 1.621,00).

Com essa alíquota, o acesso à aposentadoria será somente por idade, atualmente em 62 anos para mulher e 65 anos para homem.

Caso deseje aposentadoria por tempo de contribuição ou que o tempo possa ser aproveitado para se aposentar por algum regime próprio de servidores públicos, o interessado deverá complementar a contribuição recolhida pela instituição com mais 9% sobre a base de cálculo, a fim de totalizar 20% de recolhimento.

Escolas sustentáveis
O Programa Nacional de Escolas Resilientes e Sustentáveis foi aprovado pela Câmara dos Deputados para ajudar na adaptação às mudanças climáticas e no uso de recursos naturais.

Pedro Ventura/Agência Brasília

Deputados aprovaram programa que incentiva ações sustentáveis nas escolas

De autoria do deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), o Projeto de Lei 2841/24 foi relatado pela deputada Socorro Neri (PP-AC) e tramita agora no Senado.

O texto prevê ações como:

  • a instalação, a manutenção e a melhoria dos sistemas de drenagem, ventilação e climatização;
  • utilização de sistemas de energia renovável e equipamentos eficientes; e
  • uso racional da água, da energia e gestão de resíduos.

Outras medidas incluem a arborização para evitar incidência solar e diminuir a temperatura média no ambiente, além de reformas e melhorias estruturais para aumentar a resistência das edificações a eventos climáticos extremos.

Cultura nas escolas
A Câmara dos Deputados aprovou ainda no primeiro semestre, a política nacional “Mais Cultura nas Escolas”, objeto do Projeto de Lei 533/24, em análise hoje no Senado.

De autoria da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a proposta foi aprovada com a relatoria do deputado Tarcísio Motta, prevendo parceria entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios com a sociedade civil no setor da cultura.

Segundo o texto, a União deverá apoiar os outros entes federativos na elaboração de um plano de atividade cultural anual para as escolas públicas de educação básica.

Para viabilizar a execução dos planos, poderão ser utilizados os moldes operacionais e regulamentares do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).

Cada plano deverá conter as ações, as metas, o cronograma de execução e a previsão de início e término das atividades, envolvendo bens e serviços necessários à realização das atividades artísticas, culturais e pedagógicas previstas.

Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Marcelo Oliveira



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA