ESTIAGEM SEVERA

JÚLIO APOIA CRIAÇÃO DE AGÊNCIA E PEDE QUE MAURO REENVIE PL PARA ENFRENTAR MUDANÇAS CLIMÁTICAS

O parlamentar destacou que o projeto foi elaborado por um grupo de cientistas, professores e técnicos da área ambiental, com o objetivo de implementar ações para mitigar os efeitos da seca e da escassez hídrica

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Foto: Ângelo Varella AL MT

O deputado estadual Júlio Campos (União) manifestou apoio ao projeto de lei que estabelece a criação da Agência Estadual de Mudanças Climáticas. No entanto, a proposta foi vetada pelo governador Mauro Mendes (União), que apontou inconstitucionalidades no texto.

Júlio destacou que o projeto foi elaborado por um grupo de cientistas, professores e técnicos da área ambiental, com o objetivo de implementar ações para mitigar os efeitos da seca e da escassez hídrica, que atingiram níveis recordes no estado neste ano. Diante do veto, ele espera que o governo encaminhe ao parlamento uma nova proposta baseada na ideia original, para que as medidas possam ser iniciadas já no próximo ano.

“O projeto do deputado Wilson Santos e com a minha coautoria, depois de seis meses de estudo feito pela Câmara Sistemática Climática desta Assembleia, com participação de técnicos, professores, cientistas, entendeu de oferecer a oportunidade do governador já ter um projeto aprovado, mas o governo resolveu vetar e agora talvez ele possa, baseado já nesse projeto muito bem feito, por profissionais que entende de meio ambiente, de clima, até mandar um projeto de autoria dele”, espera.

O deputado também destaca a urgência de implementar medidas para impedir que as queimadas continuem colocando em risco os biomas do estado, além de reforçar a importância de projetos voltados para reduzir os impactos dos períodos de seca.

“Nós temos três biomas importantes, que é o Pantanal, que foi incendiado barbaramente com 30% ou 40% das suas matas, da sua flora e fauna perdida neste ano, tem o cerrado mato-grossense, que é o mais atingido pelas derrubadas e pelo avanço da agricultura em cima dessa área, e temos a região amazônica, que está passando por sérios problemas de seca, nós vemos que o estado do Amazonas está com dificuldade de navegação, de até levar alimentos para o seu município”, destacou

Veto

Ao justificar sua decisão, o governador Mauro Mendes destacou o parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que apontou a inconstitucionalidade da proposta. Segundo o governador, a PGE identificou que o projeto invade a competência exclusiva do chefe do Poder Executivo em legislar sobre a organização e o funcionamento da Administração Estadual.

Mauro ainda ressaltou que a criação da agência representaria uma “ingerência administrativa” na administração pública indireta, além de gerar custos adicionais aos cofres do estado.

O projeto, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), foi aprovado pela Assembleia Legislativa no mês passado. A proposta visava criar uma agência responsável por analisar o futuro dos aspectos relacionados às mudanças climáticas, garantindo a qualidade das informações científicas e técnicas para a formulação de políticas públicas. A agência também teria como objetivo definir estratégias para a redução das emissões de gases de efeito estufa no estado e desenvolver uma política de adaptação aos efeitos das mudanças climáticas.

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Redações do Jovem Senador debatem democracia nas redes

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As redações da edição de 2026 do Programa Jovem Senador e Jovem Senadora Brasileiros recorreram à literatura, à filosofia, à legislação e à ciência política para discutir os desafios da democracia nas plataformas digitais. Com o tema “Democracia nas redes sociais: como construir um debate saudável”, os estudantes abordaram liberdade de expressão, desinformação, algoritmos e participação cidadã, além de apresentarem propostas para qualificar o debate público na internet.

Segundo o chefe do programa, George Cardim, o concurso estimulou estudantes e escolas a refletirem sobre temas relacionados à democracia e ao uso responsável das redes sociais.

— Em um ano de eleições gerais, a expressiva participação dos estudantes demonstra o interesse das novas gerações em refletir sobre o fortalecimento da democracia e a construção de um ambiente digital mais responsável, plural e respeitoso — afirmou.

Uma das redações selecionadas foi a de Yasmin da Silva Freitas, representante do Acre, que comparou as redes sociais a um jardim em que “cada publicação seria uma semente lançada ao vento — capaz de florescer em consciência ou se perder na intolerância”. A metáfora foi utilizada para refletir sobre o alcance das manifestações na internet e a responsabilidade dos usuários na construção do debate público.

As referências utilizadas pelos estudantes incluem autores, obras e normas jurídicas. O britânico George Orwell foi um dos escritores mais citados, especialmente por meio da obra 1984, romance distópico publicado em 1949 que retrata uma sociedade marcada pela vigilância, pela manipulação da informação e pela supressão da liberdade de expressão.

Entre os temas abordados estão o conceito de “bolhas de filtro”, termo criado em 2010 pelo ativista norte-americano Eli Pariser para descrever o isolamento intelectual gerado por algoritmos; o documentário O Dilema das Redes, do diretor norte-americano Jeff Orlowski, que mostra como as grandes empresas de tecnologia influenciam comportamentos e opiniões; e a Constituição Federal e o Marco Civil da Internet, apresentados como fundamentos para a discussão sobre direitos, deveres e responsabilidades no ambiente digital. A finalista do Rio Grande do Norte, Rita de Cássia Medeiros da Silva, também compara as redes sociais à Ágora de Atenas, espaço da Grécia Antiga associado ao debate público e à democracia.

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Além de identificar os desafios das redes sociais, os estudantes apresentaram propostas para fortalecer a democracia digital. Entre as sugestões mais recorrentes estão a ampliação da educação midiática e do letramento digital nas escolas, o incentivo ao pensamento crítico, a transparência dos algoritmos das plataformas digitais e medidas para enfrentar a desinformação.

A comissão julgadora avaliou as 81 redações finalistas encaminhadas pelas secretarias estaduais de educação. Os 27 estudantes selecionados, um de cada unidade da Federação, participarão da Semana de Vivência Legislativa no Senado, entre os dias 17 e 21 de agosto. As redações foram analisadas com base em critérios adaptados do modelo de correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), considerando aspectos como compreensão do tema, argumentação, organização textual e proposta de intervenção.

Para a diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado, Glauciene Lara, o programa estimula a formação cidadã ao incentivar os estudantes a refletirem sobre temas de interesse público.

— O Programa Jovem Senador e Jovem Senadora Brasileiros reafirma seu compromisso com a formação cidadã ao estimular estudantes de todo o país a refletir sobre temas essenciais para a democracia. As redações finalistas revelam uma geração curiosa, crítica e preparada para participar do debate público. São jovens que pesquisam, confrontam diferentes perspectivas, dialogam com autores clássicos e contemporâneos, transformando esse repertório em argumentos consistentes e propostas viáveis para os desafios do presente — disse.

Veja aqui as redações vencedoras de 2026

Conheça os finalistas dos estados e do DF em 2026

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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