COBRANÇA

GOVERNADOR COBRA RESPOSTA CONTUNDENTE À INFILTRAÇÃO DE FACÇÕES NA POLTÍCA E DIZ: “EXTREMAMENTE GRAVE”

Se o delegado falou, eu tenho absoluta convicção que esse é o retrato da realidade daquilo que encontrou nas investigações

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Política

A Polícia Civil deflagrou a operação Apito Final e cumpriu 25 mandados de prisão contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho que, nesta terça-feira (2) e, segundo as investigações preliminares, utilizavam times de futebol amador em Cuiabá para se promover e ainda tinham pretensões de ter influência no mundo político, como afirmou o delegado Rafael Scatolon. Havia entre os presos ao menos dois pré-candidatos que objetivavam concorrer a uma cadeira de vereador em Cuiabá.

Governador Mauro Mendes (União) que está em Brasília para tratar de assunto sobre obras no Portão do Inferno, foi perguntado a se posicionar sobre a operação Apito Final da Polícia Civil.  Em sua resposta, o chefe do Paiaguás classificou como extremamente grave e perigosa a infiltração de facções criminosas na cena política e pediu uma resposta contundente das autoridades.
“É muito perigoso, muito grave e vai demandar um olhar muito especial de todas as autoridades da segurança pública. Eu vou cobrar isso deles e vamos também querer que o Ministério Público Estadual (MPE), que todos os órgãos de controle, o Judiciário esteja atento a esse fato. Essa informação que ele [delegado] traz a público, ela é extremamente relevante e grave e vai precisar ter uma resposta de todas as autoridades constituídas”, disse Mauro.
Esse crescimento das organizações criminosas, tanto no Estado de Mato Grosso quanto no Brasil, tem sido um dos assuntos mais abordados pelo governador no tópico segurança pública. Além disso, Mauro atribui a problemática à lei penal brasileira que, segundo ele, está ultrapassada e precisa de reformulações.
Mauro afirmou ainda que a fala do delegado é a constatação de um processo de investigação e acrescentou que órgãos como o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) devem verificar, de forma minuciosa, o histórico desses supostos candidatos.
“Se ele [delegado] falou, eu tenho absoluta convicção que esse é o retrato da realidade daquilo que encontrou nas investigações. É necessário que haja uma ampliação face a essas novas realidades e constatações do aspecto de verificação do currículo, do que faz e da profundidade que faz esses atores ligados a eventuais candidaturas”.
Os candidatos e os presos
Jonas Cândido, advogado de Paulo Witer Farias Paelo (conhecido como W.T.), considerado tesoureiro do Comando Vermelho de Cuiabá, e o irmão do suspeito, identificado como Fagner Paelo, foram dois dos 25 presos nesta terça-feira (2), durante a Operação Apito Final, deflagrada pela Polícia Civil para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro avaliado em R$ 66 milhões.

Eles tinham planos de se candidatar a vereador nas eleições municipais deste ano.
A ação policial é um braço da Operação W.O., deflagrada na última sexta-feira (29), em Maceió (AL), pela Delegacia de Repressão ao Entorpecente (DRE). Na ocasião, além de W.T., foram presos: Alex Júnior Santos de Alencar, Andrew Nickolas Marques dos Santos e Tayrone Junior Fernandes de Souza, quando participavam de um jogo de futebol na cidade de Maceió. Por se tratar do líder da organização, os investigadores anteciparam a investida contra W.T. e deflagraram a operação na sexta-feira.

 

 

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Violência de gênero deve ser combatida no ambiente digital, aponta debate

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A Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher discutiu na quarta-feira (16) políticas de proteção, segurança e estratégias mais eficazes, focadas no combate à violência de gênero em eleições e nos ambientes virtuais. O encontro reuniu representantes do poder público e da sociedade civil e deu continuidade ao seminário voltado ao fortalecimento da Rede de Enfrentamento à Violência contra Meninas e Mulheres.

A antropóloga e pesquisadora da Universidade de São Paulo, Beatriz Accioly, alertou para o uso de novas tecnologias na prática de violência contra mulheres, como a produção e disseminação de imagens sem consentimento por meio de inteligência artificial. Para ela, a responsabilização não deve recair apenas sobre quem produz o conteúdo, mas também sobre as plataformas que permitem sua circulação.

— A gente tem que olhar para como esse ambiente funciona, para as plataformas, para os incentivos que organizam a circulação. Esse tipo de conteúdo gera engajamento e valor. Sem esse nível de análise, a responsabilidade fica só com o usuário e a gente deixa de olhar para a estrutura que torna isso possível. A discussão sobre regulamentação de plataformas não é periférica — disse a pesquisadora.

O evento foi solicitado pela deputada Luizianne Lins (Rede-CE), que destacou a importância da integração entre os Poderes para avançar nas políticas de combate à violência contra a mulher.

— É preciso respeito. Estamos criando esse espaço de diálogo, mas também avançando em ações concretas, com articulação entre o Judiciário, o Legislativo e o Executivo — afirmou.

Representante do Ministério das Mulheres, Janara Kalline afirmou que a internet ainda não é um ambiente seguro para mulheres. Segundo ela, a violência digital cresce de forma acelerada e atinge principalmente meninas e mulheres jovens. Ela ressaltou que entre as iniciativas do Ministério das Mulheres está a capacitação de atendentes do Ligue 180 para lidar com denúncias de crimes virtuais.

Reportagem de Julia Lopes, da Rádio Câmara

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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