ESCÂNDALOS
Gestão de Emanuel na Saúde teve onze secretários e adjuntos ligados a irregularidades
Os dados analisados sugerem que as intervenções policiais não se mostraram suficientes para fazer cessar as ilicitudes ocorridas na Secretaria de Saúde de Cuiabá
Política
Segundo apontamentos da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR), nas 18 investigações envolvendo a Saúde Pública em Cuiabá, a gestão do prefeito afastado Emanuel Pinheiro (MDB) acumula 11 secretários e adjuntos investigados por algum esquema de corrupção. O levantamento foi detalhado em relatório elaborado pela equipe de inteligência da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), que embasou pedido do NACO Criminal pelo afastamento do emedebista. O requerimento foi atendido pelo desembargador Luiz Ferreira, do Tribunal de Justiça (TJMT), na segunda-feira (4).
Apenas na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram cinco secretários alvos de operações. Conforme apontou a DECCOR, assim que um gestor era afastado, outro era colocado no lugar para dar sequência aos esquemas que drenaram os cofres municipais.
“Ao analisar os eventos, foi possível identificar certo padrão nas trocas de secretários e de cargos relevantes dentro da administração municipal após a ocorrência das operações policiais, onde, após o prefeito nomear uma nova pessoa para ocupar o cargo, esta, por sua vez, tornava-se investigado (a) e alvo de uma nova operação policial”, diz trecho do relatório.
Conforme a delegacia, a troca dos cargos não implicou na interrupção de eventos ilícito, uma vez que o modus operandi era realizar contratações diretas (sem licitação) de serviços médicos (UTI, UTI Covid, clínica médica, medicamentos, etc…) por meio de empresas vinculadas de forma oculta com ocupantes de cargos de confiança de Emanuel.
“Portanto, os dados analisados sugerem que as intervenções policiais não se mostraram suficientes para fazer cessar as ilicitudes ocorridas na Secretaria de Saúde de Cuiabá”, completou.
No total, até então, sete operações foram deflagradas envolvendo secretários de Saúde; quatro citaram diretores da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP); três investigações contra secretários adjuntos de Planejamento e Operações da SMS; duas envolvendo secretários adjuntos de Gestão da Pasta; outras duas com adjuntos de Atenção Secundária da SMS; e três os diretores técnico-administrativo da ECSP.
Secretários e adjuntos
Primeiro
O primeiro secretário de Saúde a cair por conta de investigação foi Huark Douglas Correia, que ficou no cargo de março de 2018 a dezembro do mesmo ano. Ele foi alvo da operação Sangria, que apurou crimes cometidos entre julho de 2017 e dezembro de 2018.
Segundo
O segundo foi Luiz Antonio Possas de Carvalho, secretário de setembro de 2019 a outubro de 2020. Foi citado nas operações Overpriced (que investigou irregularidades entre fevereiro de 2020 a julho do mesmo ano) e Curare/Cupincha (crimes de maio de 2020 a novembro do mesmo ano).
Terceiro
Em 2 de junho de 2021, Célio Rodrigues assumiu a função, ficando até 30 de julho, quando foi preso e afastado. Foi alvo das operações Hypnos (maio de 2021 a 30 de julho) e Cupincha.
Quarta
Em setembro de 2020, Ozenira Félix foi efetivada, ficando até junho de 2021. Ela é investigada na Operação Palconcènico, que apura irregularidades na SMS no período de setembro de 2018 a dezembro de 2021. Por fim, Suelen Danielen Alliend (já falecida), comandou a secretaria de julho de 2022 a fevereiro de 2023, sendo investigada na operação Smartdog, que trata de irregularidades cometidas entre julho de 2022 e fevereiro de 2023.
A lista de assessores de Emanuel investigados ainda traz os secretários-adjuntos de Planejamento e Operações da SMS Guilherme Salomão dos Santos (Overpay) e Milton Correa da Costa Neto (Overpriced e Curare/Cupincha).
Os secretários-adjuntos de Gestão da SMS, João Henrique Paiva (Overpriced) e Gilmar de Souza Cardoso (Smartdog) também são alvos de investigações.
Ádila Terezinha de Andrade e Flávia Guimarães Dias Duarte foram citadas nas operações Smartdog e Overpay, respectivamente, por irregularidades no período em que foram adjuntas de Atenção Secundária.
Empresa Cuiabana
A Empresa Cuiabana de Saúde Pública foi outro foco de irregularidades, conforme levantamento da DECCOR. Teve quatro diretores investigados: Jorge de Araujo Lafeta Neto (Sangria), Huark Douglas (Sangria), Alexandre Beloto Magalhães de Andrade (Curare/Cupinha) e Célio Rodrigues (Curare, Hypnos e Cupincha).
Por fim, dois diretores técnico-administrativo da ECSP tiveram envolvimento em operações: Eduardo Pereira Vasconcelos (Hypnos) e Célio Rodrigues (Curare e Cupincha).
Política
Júri popular de caso de feminicídio em Paranatinga é adiado para o dia 26 de maio
A sessão do Tribunal do Júri que seria realizada nesta quinta-feira (dia 21), na comarca de Paranatinga, para julgamento de um caso de feminicídio de grande repercussão social, foi adiada para o dia 26 de maio de 2026.
O adiamento ocorreu em razão da impossibilidade de participação da advogada de defesa do réu, que apresentou atestado médico. A decisão visa assegura o pleno exercício do direito de defesa e a regularidade dos atos processuais.
O julgamento será presidido pelo juiz substituto Tiago Gonçalves dos Santos.
O réu responde pela morte de sua ex-companheira, em um crime ocorrido em 9 de setembro de 2024. As informações do processo mostram que ele teria atraído a vítima até a antiga residência do casal, sob o pretexto de que necessitava de ajuda após um atropelamento. No local, após uma discussão, teria lançado combustível sobre a mulher e ateado fogo.
A vítima sofreu queimaduras em aproximadamente 90% da superfície corporal e morreu em decorrência dos ferimentos.
O acusado foi pronunciado por homicídio qualificado por motivo fútil, em razão do inconformismo com o término do relacionamento, além das qualificadoras de emprego de fogo, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.
Segundo informações do processo, o réu permanece preso preventivamente enquanto aguarda julgamento.
O processo tramita sob o n. PJe 1002402-82.2024.8.11.0044.
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