DESTRUIÇÃO DE PATRIMÔNIO

FOGO MUITAS VEZES ‘PROVOCADO’ JÁ DESTRUIU MAIS DE 1.800% DO PANTANAL SÓ NESTE ANO

Técnicos do Laboratório afirmam claramente, de que a maioria expressiva dos incêndios de 2024 são de origem humana e não natural

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Governo Federal

ATUALIZADA ÀS 08h44– Os últimos anos e, para sermos mais precisos, nas últimas décadas, assistimos impotentes, nesse período de estiagem, o que já estamos, infelizmente, cansados de presenciar e, até mesmo sentimos os efeitos desses atos criminosos em nossos corpos. Todos sofrem, sejam os homens e, como em consequência dessa insanidade toda, sofrem também a fauna e a flora local: refiro-me aos incêndios que, a cada ano devastam cada vez mais, maiores áreas da expressiva maioria de toda a Bacia do Pantanal mato-grossense. Porque a cada ano, aumentam-se a olhos nus, as áreas afetadas, sejam em Mato Grosso como também no vizinho Estado de Mato Grosso do Sul.

Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, apontam que o Pantanal mato-grossense já teve 153 mil hectares consumidos pelo fogo neste ano, mais de 27 mil somente em junho. No mesmo período do ano passado, foram consumidos 7.925 hectares. Comparando os períodos de janeiro a junho de 2023 e 2024, o aumento ultrapassa 1.800%. Essas informações fazem parte da série histórica do laboratório.

No acumulado de 2024, a área atingida no Pantanal de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul chegou a 712.075 hectares nesta terça-feira (2), o que corresponde a 4,72% do bioma. “A probabilidade da área queimada exceder 2 milhões de hectares até o final de 2024 se situa acima de 80%, tendendo a ultrapassar o valor de 90% de acordo com a tendência de crescimento observado.

Técnicos do Laboratório afirmam claramente, de que a maioria expressiva dos incêndios de 2024 são de origem humana e não natural”, destaca trecho do estudo. Entre os municípios mais afetados, Corumbá desponta com 348 mil hectares queimados desde 1º de janeiro. Em segundo lugar aparece Cáceres, com 87 mil hectares queimados e, em terceiro, Aquidauana, com 71 mil hectares atingidos pelo fogo. Também aparecem na lista as cidades mato-grossenses de Poconé (61,5 mil hectares), Rio Verde (4,4 mil), Barão de Melgaço (2,6 mil) e Santo Antônio do Leverger (325).

Entre as áreas protegidas, o Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense é o mais afetado, com 18 mil hectares queimados. Em seguida, aparecem a Estação Ecológica de Taiamã, com 11 mil hectares atingidos pelo fogo, e o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, com 9,5 mil hectares queimados. Os dados sinalizam, ainda, que 85,22% da área queimada ficam em propriedades privadas, enquanto 7,07% em terras indígenas, 4,56% em unidades de conservação (UC) federal, 1,65% em UC estadual, 1,48% em Reserva Particular do Patrimônio Natural e apenas 0,02% em UC municipal.

Nessa segunda-feira (1º), a sala de situação criada pelo governo federal para conter a crise ambiental se reuniu pela terceira vez. A ministra Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, declarou que uma confluência de ações humanas é a causa do problema, com focos de fogo gerados por essa ação humana e áreas desmatadas que favorecem a propagação. De acordo com a ministra, a Polícia Federal investiga a autoria de pelo menos 18 focos de incêndio.

 

 

 

 

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Congresso estará fechado para visitação neste fim de semana e feriado

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A visitação institucional ao Palácio do Congresso Nacional ficará suspensa, por motivo de segurança, deste sábado até a segunda-feira — 5 a 7 de setembro. Visitas agendadas na página do programa serão retomadas na quinta-feira (10). Já as sem marcação só poderão ser feitas a partir da sexta (11).

Durante o roteiro, que tem duração aproximada de 50 minutos, o visitante conhece os principais salões do Palácio e os Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Os grupos saem a cada meia hora, das 9h às 17h, a partir do Salão Negro, e são guiados por monitores. O acesso se dá pela rampa principal do Congresso.

O programa de visitação é organizado conjuntamente pelas equipes de relações públicas da Câmara e do Senado. As visitas ocorrem normalmente em dias úteis (exceto terças e quartas-feiras), finais de semana e feriados.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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