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Especialistas defendem regras claras para doação de corpos destinados ao ensino e à pesquisa médica

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A doação de corpos para ensino e pesquisa médica no Brasil precisa de regras claras e segurança jurídica. O alerta foi feito por especialistas em audiência pública da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, realizada na última terça-feira (16).

O debate discutiu o Projeto de Lei 4272/16, que regulamenta a doação voluntária de corpos e o uso de cadáveres não reclamados. A proposta aguarda votação no Plenário da Câmara dos Deputados.

O deputado Osmar Terra (PL-RS), um dos autores do requerimento para a audiência, afirmou que é importante ouvir especialistas para aperfeiçoar a legislação.

“A questão é complexa e envolve aspectos éticos, jurídicos e policiais”, disse o parlamentar.

Terra também alertou para o crescimento dos cursos de medicina no País.

A deputada Bia Kicis (PL-DF), que também solicitou o debate, informou que o deputado Diego Garcia (União-PR) deverá relatar a proposta no Plenário.

Segundo ela, a audiência teve como objetivo ouvir a sociedade e aprimorar o texto.

“Não podemos criar soluções mágicas que não vão funcionar”, afirmou.

Renato Araújo / Câmara dos Deputados

Andréa Oxley da Rocha: número de doadores não atende à demanda das instituições

Escassez de corpos para ensino e pesquisa
O ensino prático de anatomia e cirurgia depende do uso de corpos humanos. No entanto, especialistas apontam escassez desse material nas instituições brasileiras.

O Brasil possui 494 escolas médicas em funcionamento. Dessas, apenas cerca de 40 têm programas de doação voluntária de corpos.

Os dados foram apresentados por Andréa Oxley da Rocha, coordenadora do Programa de Doação de Corpos da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

Segundo ela, a doação voluntária busca suprir a redução de cadáveres não reclamados disponíveis para atividades acadêmicas. Ainda assim, o número de doadores não atende à demanda das instituições.

Kennedy Martinez de Oliveira, coordenador do Programa de Doação de Corpos “Vida após a Vida”, da Universidade Federal de Minas Gerais, explicou que os corpos doados permitem treinamentos cirúrgicos avançados.

“Os corpos passam por procedimentos robóticos. Isso é um ganho fantástico para a medicina”, afirmou.

Prevenção ao comércio de corpos
Os participantes também sugeriram possíveis ajustes no projeto.

Expedito Silva do Nascimento Júnior, coordenador do Programa de Doação de Corpos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), alertou para o risco de mercantilização.

Segundo ele, o texto permite que corpos não reclamados sejam destinados a instituições privadas, inclusive algumas com fins lucrativos.

“No momento em que o capital entrar, podem ter certeza de que a dignidade humana sai pela outra porta”, afirmou.

Expedito defendeu que o acesso aos corpos seja restrito a instituições de ensino com cursos da área da saúde reconhecidos pelo Ministério da Educação.

Segurança jurídica e fiscalização
Os participantes também apontaram falta de segurança jurídica para pesquisadores e universidades.

Segundo os especialistas, a ausência de regras mais detalhadas gera insegurança para instituições que utilizam corpos em atividades de ensino e pesquisa.

Perito do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Rodrigo Avelar apresentou a experiência do DF. Segundo ele, uma portaria regulamentou a doação de corpos e criou uma fila única para distribuição entre as instituições habilitadas. Avelar defendeu que a futura legislação nacional siga princípios semelhantes de transparência e controle.

Para o promotor, o projeto ainda apresenta lacunas.

“A legislação precisa contemplar tanto a doação voluntária quanto os corpos não identificados”, avaliou.

Da Redação – GM



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Dia da Árvore é celebrado com atividade sensorial em escola municipal

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Com o objetivo de despertar nas crianças o amor e o respeito pela natureza e desenvolver a consciência ambiental desde cedo, a Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Líbia da Costa Rondon realizou uma atividade sensorial com alunos de 4 anos. A ação envolveu a coleta de folhas secas encontradas no próprio ambiente escolar, de diferentes espécies de árvores.

Durante a atividade, os estudantes observaram as características das folhas, conheceram informações sobre as espécies e compreenderam a importância das árvores para o equilíbrio ambiental. A proposta também possibilitou trabalhar conteúdos de forma prática, aproximando o aprendizado da realidade vivenciada pelas crianças.

A professora Louyzie Bárbara transformou elementos encontrados no próprio espaço escolar em instrumentos de aprendizagem, tornando o momento mais participativo e significativo para os estudantes.

“No pátio, nossas crianças coletaram as folhas, compararam os tamanhos e construíram um cartaz coletivo. E, entre uma descoberta e outra, um gafanhoto despertou a curiosidade de todos ao subir até o topo da árvore”, comentou.

A diretora da unidade escolar, Vânia Mendes, destacou que, além de estimular a curiosidade e a observação, a iniciativa reforçou a importância da preservação do meio ambiente desde os primeiros anos de formação.

“A escola aproveitou este dia 21 de setembro, data em que se comemora o Dia da Árvore, para mostrar aos alunos que pequenas atitudes podem contribuir para a construção de uma consciência ambiental”, completou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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