Manifestações Brasília
Empresário do Agronegócio de MT obtém HC e fica em silêncio em CPI dos atos de 8 de janeiro
o empresário do agronegócio e ligado ao bolsonarismo, Argino Bedin, conseguiu um habeas corpus para permanecer em silêncio
Política
Na avaliação do Supremo Tribunal Federal (STF), um dos suspeitos de participar ativamente dos atos considerados golpistas em 8 de janeiro, o empresário do agronegócio Argino Bedin é ligado ao bolsonarismo. O agricultor conseguiu um habeas corpus para permanecer em silêncio durante o seu depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Comissão (CPMI) de 8 de janeiro nesta terça-feira (3). O supremo considera que o empresário teria financiado as citadas manifestações.
Ministro Dias Toffoli concedeu o HC. Bedin foi convocado após o relatório da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) identificar o produtor como um dos empresários que estariam financiando os atos de bloqueios nas rodovias mato-grossenses contra o resultado das eleições que elegeu Lula (PT) presidente.
Segundo a Agência de Inteligência, 72 caminhões eram de Mato Grosso. Destes, segundo a ABIN, 16 seriam de sua família, sendo 5 do próprio Bedin. Questionado sobre o relatório da ABIN, Bedin afirmou que permanecerá em silêncio em todos as perguntas feitas.
Empresário do agronegócio Bedin é da região de Sorriso (397 km de Cuiabá-MT), sócio de pelo menos nove empresas e teve as contas bloqueadas por decisão do STF. Ele é ouvido na condição de testemunha. O empresário é suspeito também de ter financiado os acampamentos na beira das rodovias mato-grossenses após o 2º turno das eleições, quando bolsonaristas não reconheciam o resultado das urnas. No entanto, Argino Bedin nega todas as acusações.
Política
Comissão aprova apoio à economia criativa em áreas atingidas por calamidade pública
A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1937/24, que prevê a inclusão de diversos setores da economia criativa nos planos de reconstrução e recuperação de áreas atingidas por estado de calamidade pública. O objetivo da proposta, do deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), é garantir auxílio financeiro e incentivo a profissionais e empreendimentos do setor em momentos de crise.
O texto aprovado define como economia criativa atividades ligadas a áreas como arquitetura, artes cênicas, audiovisual, design, moda, música, gastronomia e tecnologia da informação, entre outras.
Formas de apoio
De acordo com o projeto, os planos de recuperação deverão oferecer aos profissionais desses segmentos, sejam eles formalizados ou informais, as seguintes medidas:
- aporte imediato de recurso financeiro por meio eletrônico;
- auxílio emergencial mensal;
- linhas de crédito com juros subsidiados;
- editais, prêmios e chamadas públicas para projetos; e
- compras públicas de bens e serviços do setor.
A relatora da proposta, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), destacou que a iniciativa se baseia no sucesso de leis anteriores de emergência cultural. “O projeto busca reproduzir a lógica da Lei Aldir Blanc 2 para situações locais de decretação de estado de calamidade, de modo a transferir recursos da União para os demais entes federativos, garantindo aplicação dos valores transferidos para o setor da economia criativa nessas situações”, explicou.
Mudanças no texto
A proposta foi aprovada com duas modificações sugeridas pela relatora para garantir a segurança jurídica e financeira da medida:
- cadastro público: foi esclarecido que a exigência de municípios e estados criarem um cadastro de atividades afetadas é obrigatória apenas para o recebimento de recursos transferidos pela União, preservando a autonomia dos governos locais; e
- linhas de crédito: a concessão de crédito com juros baixos deverá observar a análise de viabilidade financeira e as políticas internas dos bancos.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e sancionado pelo presidente da República.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Roberto Seabra
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