CONTORNO LESTE

Emanuel Pinheiro quer finalizar 6 km até dezembro

A obra recebe o investimento de R$ 125 milhões e contempla ainda o levantamento de uma ponte sobre o Rio Coxipó

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Política

Foto: Luiz Alves

O vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa, relatou nesta semana que, seguindo um planejamento estabelecido pelo prefeito Emanuel Pinheiro, a meta da Prefeitura de Cuiabá é de que, até o fim deste ano, pelo menos seis quilômetros da Avenida Contorno Leste estejam finalizados. A obra do novo corredor de mobilidade urbana foi lançada em 2020 e a previsão é que seja totalmente concluída em 2023.

Segundo Stopa, o cronograma repassado para as empresas que estão trabalhando na construção da via determina ainda que, no próximo ano, mais oito quilômetros estejam prontos e, em 2023, todo o restante seja alcançado, totalizando os 17,3 quilômetros de avenida. Além disso, também nesse período faz parte do planejamento o levantamento da ponte de concreto sobre o Rio Coxipó.

“Até outro dia, algumas pessoas diziam que as obras estavam paradas. Agora começam a ver trabalho na altura do bairro São João Del Rey, no Distrito Industrial, passando pelo Altos da Serra, ponte sendo construída, trabalho no Residencial Ana Maria. Ou seja, não há mais como dizer que a obra está paralisada, pois o movimento de máquinas é grande e diário, de segunda a sábado”, destacou o vice-prefeito.

Outro ponto enfatizado por Stopa é que, somado à melhoria na mobilidade urbana da Capital, o Contorno Leste também será responsável por potencializar o desenvolvimento econômico de regiões que, atualmente, encontram-se desconectadas com a transformação que Cuiabá vem passando. De acordo com ele, a avenida passará por mais de 50 bairros, das regiões Sul, Leste e Norte, e beneficiará, de forma direta, mais de 200 mil pessoas.

“Daqui a dois anos, junto com o prefeito Emanuel Pinheiro, vamos entregar a maior obra da história de Cuiabá. O desenvolvimento que essa via trará, a valorização dos imóveis da região, a abertura de novas empresas, a geração de emprego e renda, tudo isso fará com que o investimento feito retorne para o Município. Ao mesmo tempo, vamos melhorar a vida de todos os habitantes no entorno do Contorno Leste. Isso não tem preço”, completou.

O PROJETO:

Idealizada para ser a maior obra de infraestrutura dos últimos 50 anos, a Avenida Contorno Leste contará, ao longo de sua extensão, com todos os componentes de uma grande estrutura de mobilidade urbana. Conforme o projeto, a via terá 17,3 quilômetros de pista dupla, cada uma delas constituídas por duas faixas de rolamento e acostamento. A avenida possuirá também ciclovia em todo o seu prolongamento, calçada e canteiro central.

A obra recebe o investimento de R$ 125 milhões e contempla ainda o levantamento de uma ponte sobre o Rio Coxipó. A construção da via está dividida em dois percursos, sendo um de 11 quilômetros, entre o rio e a Rodovia Emanuel Pinheiro, e outro de cerca de seis quilômetros, entre a Avenida Fernando Corrêa e o rio. Cada um desses processos é executado por uma empresa diferente, vencedores dos lotes do processo licitatório.

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Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação

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O Projeto de Lei 367/26 permite que cooperativas que atuem como autorizadas na distribuição de energia elétrica solicitem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudança para a categoria de permissionárias de serviço público. A alteração poderá ampliar a área e o tipo de consumidores atendidos por essas cooperativas. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Hoje, as cooperativas sob o regime de autorizadas atendem consumidores em áreas rurais e não podem expandir sua atuação para áreas urbanas, mesmo quando essas regiões crescem e passam por mudanças econômicas e populacionais.

O autor do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirma que as restrições atuais de operação “não condizem com a realidade das regiões atendidas”, pois impedem que as cooperativas acompanhem o crescimento de sua área de atuação e comprometem a sustentabilidade do modelo cooperativista.

Segundo o deputado, a mudança também permitirá tratamento regulatório mais equilibrado entre cooperativas que exercem funções semelhantes no setor elétrico, mantendo a competência da Aneel para avaliar cada pedido.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra



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