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Deputados aprovam proibição de corte de energia e auxílio para 100 mil famílias

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Projeto foi aprovado em segunda votação nesta segunda (22)

Em sessão ordinária nesta segunda-feira (22), os deputados de Mato Grosso aprovaram, em segunda votação, o Projeto de Lei nº 160/2021, de autoria das lideranças partidárias, que dispõe sobre a proibição de corte no fornecimento de energia elétrica em Mato Grosso. O artigo 1º diz que a medida extraordinária visa assegurar o fornecimento de energia elétrica aos consumidores mato-grossenses, por conta da Covid-19.

O PL 160/2021, antes da votação em plenário, recebeu parecer oral da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), pela aprovação. O artigo 2º do PL diz que fica a concessionária Energisa impedida de suspender por 90 dias, a partir da publicação da lei, o fornecimento de energia elétrica do consumidor que estiver inadimplente. Como nas duas mensagens governamentais, o Projeto de Lei, antes de aprovado em primeira votação, recebeu parecer oral em plenário por parte da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte.

Conforme justificativa, o projeto é de caráter social e tem por objetivo estabelecer segurança no fornecimento de energia à população durante a pandemia. “Muitos trabalhadores encontram-se desempregados e sem condições sequer de prover a alimentação básica de suas famílias”, cita a justificativa. 

O Projeto de Lei nº 159/2021, a mensagem governamental 33/2021, que dispõe sobre a criação e concessão de auxílio emergencial com recursos do Estado à pessoa economicamente vulnerabilizada em decorrência da emergência de saúde pública de importância internacional causada pela infecção do Coronavírus, também foi aprovado em segunda votação. O PL recebeu parecer oral da CCJR durante a sessão legislativa. 

O auxílio emergencial irá beneficiar 100 mil famílias e terá duração de três meses em Mato Grosso, com custo estimado em R$ 55 milhões. Do valor disponibilizado, R$ 45 milhões serão aportes da “Fonte 100” do governo e R$ 10 milhões oriundos do “duodécimo” da Casa de Leis. Cada família vai receber uma parcela de R$ 150 reais ao mês, durante a vigência do auxílio. 

Outro projeto aprovado em segunda votação foi o 158/2021, mensagem governamental 32/2021, que autoriza o Poder Executivo a abrir Crédito Especial, incluindo na Lei nº 11.300 de 27 de janeiro de 2021. Trata-se de um crédito especial para o programa “Desenvolve MT”, em parceria com a Assembleia Legislativa, que abre crédito excepcional para atender os micros e pequenos empreendedores em Mato Grosso. 

O Projeto de Lei autoriza o Governo do Estado a conceder o valor de R$ 55 milhões em linhas de créditos para o setor de eventos, bares e restaurantes, durante a pandemia da covid-19. O PL 158/2021 teve parecer oral da CCJR. 

Durante discussão do projeto, o deputado Alan Kardec (PDT), criticou a burocracia do Desenvolve MT e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), falou da importância do projeto, neste momento, para atender os empresários e garantiu que vai requerer informações mensalmente do volume que vem sendo destinado para atender os empresários do setor.

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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