Política
Damares Alves é confirmada no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos
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Pastora e advogada é ex-assessora de Magno Malta; pasta vai concentrar a Funai
Da Redação
A pastora e advogada Damares Alves foi confirmada na chefia do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. O anúncio foi feito pelo ministro extraordinário e coordenador da equipe de transição do governo, Onyx Lorenzoni, na tarde desta quinta-feira, 6. A pasta, ainda segundo o ministro, deve ficar responsável pela Fundação Nacional do Índio (Funai), que havia sido considerada para ir ao Ministério da Agricultura pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.
Ao Estadão/Broadcast, o presidente da Bancada Evangélica, deputado Takayama (PSC-PR), comemorou a nomeação de Damares. “É amada na Frente”, disse. Mas o convite de Bolsonaro à pastora, na semana passada, gerou atrito com a bancada evangélica. Damares foi assessora do senador Magno Malta (PSC-ES), um dos políticos mais próximos de Bolsonaro durante a campanha. Malta não conseguiu se reeleger e não foi chamado para compor o primeiro escalão do novo governo.
Nesta quarta-feira, 5, Bolsonaro disse que as portas “estão abertas” para o senador, mas que não seria “adequado” colocá-lo à frente de um ministério. Malta respondeu horas depois, dizendo que seu compromisso com o presidente eleito foi até o fim do segundo turno, e tentou minimizar qualquer sentimento de frustração.
Damares, que é advogada, educadora e pastora evangélica, é a segunda mulher anunciada para compor o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, que já conta com 21 ministérios. Durante coletiva, Damares disse que aborto não pode ser considerado “método contraceptivo” e que legislação não deve ser alterada.
Antes de se declarar abertamente contrária ao aborto, durante a coletiva, ela chegou a dizer que o primeiro direito a ser protegido será o direito à vida. “Entendemos que o maior e o primeiro direito a ser protegido é o direito à vida, nós vamos trabalhar nessa linha”, declarou.
A futura ministra disse ainda que vai trazer para o protagonismo mulheres que ainda não foram atingidas por políticas públicas e que vai fazer um amplo pacto pela infância, já que a Secretaria da Infância também vai integrar a Pasta. “Infância vai ser prioridade nesse governo, é intenção do presidente”, disse Damares após ser anunciada como ministra.
Damares garantiu ainda que “nenhum homem vai ganhar mais que mulher desenvolvendo a mesma função”. Durante a campanha presidencial, uma das declarações mais polêmica do então presidenciável Jair Bolsonaro falava sobre o assunto. Para ele, desigualdade salarial entre homens e mulheres já está resolvida nas leis trabalhistas da CLT. Em um programa em 2016, na RedeTV!, Bolsonaro disse que não empregaria uma mulher pelo mesmo salário de um homem.
Sobre Magno Malta, Damares afirmou que “Senador Magno Malta até este momento ainda é meu chefe, sabe do convite, está feliz e entende que eu fui convidada por causa do meu trabalho ao longo de anos”, disse.
O anúncio de Lorenzoni também põe fim à disputa sobre o futuro da Funai. Atualmente sob responsabilidade do Ministério da Justiça, a fundação havia sido alvo de especulações desde os primeiros dias após a vitória eleitoral de Bolsonaro.
A equipe de transição chegou a dizer que o órgão poderia ser repassado ao Ministério da Agricultura. O anúncio causou reação de funcionários da Funai, que enviaram uma carta ao futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, pedindo que a autarquia permanecesse sob sua responsabilidade.
Fonte: O Estado de S. paulo / https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,bolsonaro-anuncia-damares-alves-no-ministerio-da-mulher-familia-e-direitos-humanos,70002635867
Foto: Rafael Carvalho/Equipe de Transição
Política
Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”
O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.
A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.
Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.
“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.
O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.
“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.
Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.
“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.
Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.
Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.
A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.
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