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Comissão debate prejuízos causados ao fundo de pensão Postalis

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A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados promove audiência pública na quarta-feira (17) para discutir os prejuízos causados ao fundo de pensão dos empregados dos Correios (Postalis) pelo banco BNY Mellon.

O Mellon foi contratado para administrar e gerir parte dos investimentos do Postalis. A atuação do banco passou a ser investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Ministério Público Federal.

Ex-dirigentes do Mellon acabaram condenados pelo TCU pelo rombo de quase R$ 1 bilhão no Postalis.

O debate será realizado às 16h30, em plenário a ser definido.

Responsabilidades e reparação
O deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP), que pediu a audiência, quer avaliar responsabilidades, medidas de reparação e mecanismos para evitar novos prejuízos aos trabalhadores.

“Os fatos revelam graves falhas de gestão, fiscalização e governança, com impactos diretos sobre milhares de empregados ativos, aposentados e pensionistas que dependem do equilíbrio atuarial do Postalis para sua segurança previdenciária”, afirma Luiz Carlos Motta.

Da Redação – ND



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Prazo para denúncia de violência doméstica agora é de 12 meses

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As mulheres vítimas de violência doméstica e familiar passam a ter até 12 meses para apresentar queixa ou representação contra o agressor. É o que estabelece a Lei 15.438, de 2026, sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicada nesta sexta-feira (19) no Diário Oficial da União (DOU). Antes o prazo previsto na legislação era de seis meses. 

A norma altera dispositivos do Código Penal, da Lei Maria da Penha e do Código de Processo Penal para ampliar o prazo para a vítima apresentar queixa ou representação nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. 

O período de 12 meses será contado a partir do momento em que a vítima souber quem é o autor do crime. A lei entrou em vigor na data da publicação. 

Tramitação 

A mudança teve origem no Projeto de Lei (PL) 421/2023, da deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ). A proposta foi aprovada pelo Senado em maio deste ano e seguiu para sanção presidencial. 

No Senado, o texto recebeu parecer favorável na Comissão de Segurança Pública (CSP), na Comissão de Direitos Humanos (CDH) e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). 

A relatora na CCJ, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), destacou que muitas vítimas convivem com o agressor, mantêm vínculos afetivos ou dependência econômica, o que pode dificultar a decisão de procurar as autoridades. 

Ao analisar a proposta, a relatora argumentou que a ampliação do prazo permite à vítima mais tempo para superar barreiras como medo, vergonha e trauma antes de exercer o direito de queixa ou representação. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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