Política
Comissão debate inclusão do setor hidroviário no Programa Nacional de Desestatização
Política
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (7), audiência pública sobre a inclusão de empreendimentos
públicos federais do setor hidroviário no Programa Nacional de Desestatização
(PND), especificamente nos rios Madeira, Tocantins e Tapajós.
O debate será realizado às 15h30, no plenário 2.
O debate atende a pedido dos deputado Luiz Carlos Busato (União-RS), Alexandre Lindenmeyer (PT-RS) e Zé Neto (PT-BA).
Para Luiz Carlos Busato, a exclusão das hidrovias desses rios do PND representa um entrave ao desenvolvimento logístico e à competitividade das exportações brasileiras. Ele acrescenta que hoje a manutenção dessas vias depende de licitações anuais do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), sujeitas a contingenciamentos e à burocracia, o que impede a navegabilidade plena durante todo o ano.
“A concessão à iniciativa privada permitiria investimentos estruturantes em dragagem, sinalização, balizamento e gestão de tráfego, garantindo a utilização de embarcações maiores e reduzindo o custo unitário do transporte”, diz.
O deputado Alexandre Lindenmeyer defendeu que representantes de povos indígenas participem no debate. Segundo ele, as hidrovias atravessam regiões onde vivem comunidades indígenas e populações tradicionais, que podem ser impactadas pelas intervenções previstas.
“A participação de representantes indígenas no debate contribui para assegurar maior pluralidade e legitimidade à discussão, permitindo que sejam consideradas perspectivas sociais, ambientais e territoriais relevantes”, afirma.
Da Redação – RL
Política
Comissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que fixa o piso salarial do assistente social em R$ 5,5 mil para carga de trabalho de 30 horas semanais. O valor será reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Como foi analisada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final do texto precisa ser aprovada pelas duas Casas.
Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovada a versão da Comissão de Trabalho para o Projeto de Lei 1827/19, do deputado Célio Studart (PSD-CE), e apensados. O texto original previa um piso de R$ 4,2 mil.
Justificativa
“Os assistentes sociais desempenham funções essenciais na análise, elaboração e execução de políticas e projetos que viabilizam direitos e o acesso da população a políticas públicas”, disse Célio Studart na justificativa que acompanha a proposta.
Hoje, são cerca de 242 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). “É o segundo país no mundo em número de assistentes sociais, mas ainda não existe um piso salarial”, disse o autor da proposta.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli
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