Política
Comissão de Relações Internacionais quer realizar Congresso com países asiáticos
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A Comissão de Relações Internacionais, Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Institucional da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) se reuniu na terça-feira (15), para discutir a realização de um Congresso das Relações de Mato Grosso com países asiáticos, com previsão para o mês de outubro/novembro deste ano e a Ausência de alfândega no Aeroporto Internacional de Cuiabá, Marechal Rondon.
O vice-presidente da Comissão de Relações Institucionais, deputado Júlio Campos (União), afirmou que é necessário o Parlamento discutir as relações econômicas e diplomáticas do Estado de Mato Grosso com os países componentes do continente asiático, em especial com um dos mais importantes parceiros comercias, a China.
“A importância da realização do Congresso se dá por conta da possibilidade de incentivos fiscais e atrativos comerciais, para o levantamento e mapeamento de dados, desenvolvimento tecnológico e agroindustrial e ainda, para a inovação, que poderá ser implantada em nosso estado”, declarou
O deputado Júlio Campos disse que, “é necessário estabelecer práticas comerciais, visando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) interno estadual, e também promover a discussão sobre o desenvolvimento sustentável, do ponto de vista social, ambiental e governamental entre os dois países, com ênfase no Estado do Mato Grosso”.
Durante a reunião, o parlamentar afirmou que pretende convidar e contar com a presença do presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), Charles Andrew Tang.
“Queremos contar com a participação da Câmara de Comércio de Negócios Brasil/China. Nesse primeiro momento, sugiro que seja dado um enfoque ao leste do continente asiático: China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Japão, Mongólia, Taiwan e os territórios de Hong Kong e Macau. Tais relações, em especial do mercado chinês representa cerca de dois terços de todo o intercâmbio comercial brasileiro com os países asiáticos”, explicou.
A comissão irá estender o convite do Congresso aos empresários do setor e para representantes dos municípios do Estado do Mato Grosso, bem como com a embaixada da China no Brasil, para que os temas possam ser ampliados.
“Vamos contatar instituições que realizam atividades de integração internacional com o país asiático, para que Conselhos de Províncias diversas possam diretamente manter relações com o Estado de Mato Grosso, assim como cidades chinesas possam estar se comunicando com as cidades do estado, pelo método do instituto de cidades-irmãs para fins de cooperação nas mais diversas áreas entre elas. Destacamos também que estaremos contatando com representantes do núcleo de desenvolvimento internacional Dongguan (China), com mais de 11 milhões de habitantes que possam estabelecer a possibilidade de uma cidade-irmã com uma cidade do Estado do Mato Grosso. Porque não Várzea Grande ser a cidade-irmã de uma cidade chinesa? ”, questionou o parlamentar.
A ausência de alfândega no Aeroporto Internacional de Cuiabá, Marechal Rondon também foi discutido na reunião, visando a disponibilidade de voos na América do Sul.
“Não temos funcionários para operar a aduaneira, por falta de servidores da Receita Federal. E não temos nenhuma linha para atender os voos diretos, ligando Cuiabá a Santa Cruz de La Sierra, Assunção, nem com os países do Mercosul, nem com o mercado andino. Essa é uma meta da comissão, cobrar da bancada federal a instalação da aduaneira no aeroporto e fazer funcionar os voos intencionais. É necessário urgentemente a internacionalização no Aeroporto Internacional Marechal Rondon”, finalizou.
Fonte: ALMT – MT
Política
Candidaturas femininas ao Senado crescem e chegam a todos os estados
O número de mulheres na disputa por uma vaga no Senado chegou a 69 nas eleições deste ano. O total supera o registrado nas duas eleições anteriores: em 2022, 58 mulheres se candidataram ao cargo e, em 2018, foram 62. Em 2026, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa, com a eleição de dois representantes por estado e pelo Distrito Federal.
Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram um crescimento de 19% no número de candidatas em relação às eleições de 2022. Na comparação com 2018, última eleição em que também foram renovados dois terços das cadeiras do Senado, o aumento é de 11,3% (veja ilustração abaixo).
Apesar do aumento de candidatas em números absolutos, a participação proporcional das mulheres na disputa não é a maior das últimas três eleições. Em 2026, elas representam 22% das candidaturas ao Senado, enquanto os homens correspondem a 78%.
Em 2022, quando apenas um terço das cadeiras estava em disputa, as 58 candidatas representaram 23,9% do total. Já em 2018, as 62 mulheres correspondiam a 17,6% das candidaturas registradas ao Senado.
Estados
As candidaturas femininas estão presentes nos 26 estados e no Distrito Federal. A maior quantidade está concentrada em três estados: Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. Há cinco mulheres na disputa pelo Senado em cada um desses estados.
Na outra ponta, Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Sergipe e Tocantins têm apenas uma mulher entre os candidatos ao Senado.
Apesar das diferenças entre as unidades da Federação, esta é a primeira vez, comparando os números desde 2014, que todos os estados têm ao menos uma candidata. Na eleição de 2018, por exemplo, Acre, Bahia e Tocantins não tinham mulheres na disputa pelo Senado.
Regra dos 30%
Mesmo com apenas 22% de candidaturas femininas ao Senado este ano, o percentual está de acordo com a cota de gênero prevista na legislação eleitoral. Cada partido ou federação deve preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% das candidaturas com pessoas de cada gênero. Entretanto, isso vale apenas para eleições para deputados federais, estaduais e distritais (eleições proporcionais). Para o Senado (eleição majoritária), a regra não se aplica.
As campanhas femininas, no entanto, seguem regras específicas de financiamento eleitoral. A Constituição Federal determina que os partidos devem destinar, no mínimo, 30% dos recursos de campanha e do tempo de rádio e TV às mulheres. Além disso, se a proporção de candidatas for superior a 30%, a distribuição do dinheiro e do tempo de rádio e TV deve acompanhar esse percentual.
Reeleição
Atualmente a bancada feminina é composta por 15 senadoras. Entre as candidatas deste ano, quatro senadoras eleitas em 2018 buscam permanecer na Casa por mais oito anos: Leila Barros (PDT-DF), Eliziane Gama (PSD-MA), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Zenaide Maia (PSD-RN).
Também está na disputa Margareth Buzetti, de Mato Grosso. Suplente na chapa eleita em 2018, ela assumiu o mandato no decorrer da atual legislatura e agora disputa o cargo como titular.
De volta ao Senado
Entre as candidatas também estão mulheres que já exerceram mandato em legislaturas anteriores e tentam retornar ao Senado. Entre elas estão Rose de Freitas (MDB-ES), Roseana Sarney (MDB-MA), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Benedita da Silva (PT-RJ), Marina Silva (Rede-SP) e Simone Tebet (PSB-SP).
Rose de Freitas e Simone Tebet exerceram mandatos entre 2015 e 2023. Gleisi Hoffmann representou o Paraná no Senado entre 2011 e 2019.
Roseana Sarney foi senadora pelo Maranhão entre 2003 e 2011, período em que deixou o mandato para assumir o governo estadual. Benedita da Silva representou o Rio de Janeiro no Senado na década de 1990. Marina Silva exerceu dois mandatos consecutivos pelo Acre, de 1995 a 2011. Neste ano, no entanto, disputa uma das vagas por São Paulo.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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