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CGE produz cartilha sobre o papel das Unidades Setoriais de Controle Interno

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Da Redação

A Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) produziu cartilha sobre as atribuições das Unidades Setoriais de Controle Interno (Unisecis). Todo órgão do Governo de Mato Grosso tem uma Uniseci para verificar a estrutura, o funcionamento e a segurança dos controles internos relativos às atividades administrativas.

A ideia da elaboração da cartilha é consolidar as informações sobre as competências e atividades das Unisecis em um único material para consulta dos servidores lotados nestes setores e dos demais agentes públicos, principalmente das autoridades máximas e áreas sistêmicas dos órgãos estaduais. 

Para abordar o papel da Unisecis, a cartilha trata também do Sistema de Controle Interno, sua organização e estrutura no Estado de Mato Grosso e no Poder Executivo.

A cartilha foi apresentada na sexta-feira (06.07) aos novos servidores das Unisecis de 10 órgãos, durante capacitação que objetivou orientá-los acerca das atribuições do setor e ambientá-los à estrutura organizacional da CGE, já que as Setoriais são vinculadas tecnicamente à Controladoria, órgão central de controle interno do Poder Executivo Estadual.

Além de verificar a conformidade dos processos, as Setoriais têm outras competências como: revisar a prestação de contas mensal das pastas, prestar suporte às atividades de auditoria, supervisionar e auxiliar os setores na elaboração de respostas aos relatórios de auditorias externas, acompanhar a implementação das recomendações emitidas pelos órgãos de controle interno e externo, bem como comunicar à CGE qualquer irregularidade de que tenha conhecimento, sob pena de responsabilidade solidária.

O superintendente de Desenvolvimento dos Controles Internos (CGE-MT), Norton Glay Sales Santos, destaca que o controle interno não é atribuição somente da Uniseci, mas de todos os servidores, desde as chefias até os níveis de execução, sejam de funções finalísticas ou administrativas.

“Todos são responsáveis pelo controle interno, porque todos têm atribuições e devem cumpri-las de forma adequada e correta. A Uniseci é via dentro da unidade orçamentária para apoiar e orientar os setores de gestão sistêmica no alcance da legalidade, economia e eficiência de seus atos. A Uniseci é uma extensão técnica da CGE nas secretarias não com o intuito de fazer auditorias (atribuição essa de competência exclusiva dos auditores do Estado/CGE), mas de verificar se os processos guardam a mínima conformidade”, explica.

Para isso, segundo ele, é de fundamental importância que a Uniseci seja vista como parceira dos órgãos, com acesso direto a todos os setores.

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Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

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O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.



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