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Carlos Bolsonaro diz que Bebianno mentiu e expõe áudio do presidente

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‘Estive 24h ao lado do meu pai e afirmo: É uma mentira absoluta’, escreveu o filho de Bolsonaro no Twitter; ouça o áudio

 

Da Redação

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente Jair Bolsonaro, escreveu nesta quarta-feira, 13, no Twitter que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, mentiu ao afirmar que teria conversado três vezes com o presidente na terça, 12. Ele também publicou um áudio que indica ter sido gravado pelo presidente em que Bolsonaro diz a Bebianno que não falará com ninguém.

Em entrevista ao jornal O Globo, Bebianno negou ser motivo de instabilidade no governoapós a repercussão de uma publicação da Folha de S. Paulo, que informa que o PSL, partido do presidente, teria financiado uma candidatura laranja em Pernambuco nas eleições de outubro de 2018. Bebianno era o presidente da sigla na época.

“Falei três vezes com o presidente”, disse Bebianno. Carlos, que diz ter estado 24 horas ao lado de Bolsonaro, desmentiu o ministro: “É uma mentira absoluta de Gustavo Bebbiano (sic) que ontem teria falado 3 vezes com Jair Bolsonaro para tratar do assunto citado.”

“Não há roupa suja a ser lavada!”, escreveu Carlos em uma segunda postagem. “Apenas a verdade: Bolsonaro não tratou com Bebiano (sic) o assunto exposto pelo ‘O Globo‘ como disse que tratou.”

No áudio publicado por Carlos, a voz atribuída a Bolsonaro diz: “Gustavo, está complicado eu conversar ainda, então não vou falar. Não vou falar com ninguém a não ser o estritamente essencial. Estou em fase final para possível baixa hoje. Boa sorte aí.” 

De acordo com a publicação da Folha, Bebianno teria sido responsável pela liberação de R$ 250 mil de verba pública para a campanha de uma ex-assessora, que repassou parte do dinheiro para uma gráfica registrada em endereço de fachada. A gráfica teria sido a mesma usada pela candidata Maria de Lourdes Paixão, que diz ter repassado R$ 380 mil à empresa.

Não é o primeiro atrito entre Carlos e Bebianno. O filho do presidente deixou a equipe do governo de transição em novembro após rusgas com o agora ministro. O vereador chegou a ser cotado para assumir a Secretaria de Comunicação da Presidência. A possibilidade foi comunicada pelo próprio Bebianno em novembro, após ser confirmado como futuro ministro. A atitude de Bebianno foi vista como precipitada e como um “afago falso”, como noticiou o Estado.

“Caráter não se negocia. Quando há compulsão por aparecer a qualquer custo, sempre tem algo por trás”, escreveu Carlos no Twitter, à época. “Somos humanos e falhamos, mas a procura por holofote é um péssimo indicativo do que se pode esperar de um indivíduo. Jamais trairei meus ideais.” 

Auxiliares de Carlos Bolsonaro tinham expectativa de que ele se tornasse uma espécie de conselheiro do pai na área da comunicação. Mas, desde o início da campanha, a aproximação de Bebianno com o então presidenciável do PSL passou a ser vista como negativa pelo vereador. Ele achava que o advogado teria se aliado ao pai por interesses próprios e promoveu alianças que desaprovou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,filho-de-bolsonaro-diz-que-bebianno-mentiu-sobre-contatos-com-o-presidente,70002719721

Foto: Reprodução Instagram/Carlos Bolsonaro e Dida Sampaio/Estadão

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Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

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O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.



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