Política
Botelho se opõe ao uso de câmeras em policiais “Não favorecem em nada no combate às facções”
Botelho afirmou que, embora a tecnologia seja inevitável no futuro, seu uso agora pode prejudicar as operações policiais
Política
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Eduardo Botelho (União), se posicionou contra a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais por policiais, especialmente no contexto atual de combate ao crime organizado.
A declaração foi feita durante entrevista à imprensa na manhã desta quarta-feira (11). Botelho afirmou que, embora a tecnologia seja inevitável no futuro, seu uso agora pode prejudicar as operações policiais.
“Eu acho que as câmeras, elas vão ter um momento que mais ou menos tem que ser colocadas. É indiscutível. A tecnologia acaba vindo devagar, ela vai virando e mais ou menos tem que ser colocada”, admitiu.
No entanto, o deputado foi claro ao afirmar que, enquanto estiver sob sua responsabilidade, tentará adiar a implementação do sistema.
“Enquanto eu puder me segurar, vou evitar porque nós estamos numa guerra contra as facções, contra as organizações, e as câmeras, elas não favorecem o trabalho dos policiais”, declarou.
Botelho acredita que, diante da realidade enfrentada pelas forças de segurança, o uso de câmeras pode dificultar ações estratégicas no combate ao crime organizado.
O deputado também expressou preocupações práticas sobre o uso de equipamentos tecnológicos, ressaltando a importância de adaptar essas ferramentas ao contexto operacional das forças de segurança.
O debate sobre o uso de câmeras nas fardas policiais tem gerado polêmica, com parlamentares argumentando que a medida não reduzirá as ações do crime organizado.
Política
Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação
O Projeto de Lei 367/26 permite que cooperativas que atuem como autorizadas na distribuição de energia elétrica solicitem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudança para a categoria de permissionárias de serviço público. A alteração poderá ampliar a área e o tipo de consumidores atendidos por essas cooperativas. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.
Hoje, as cooperativas sob o regime de autorizadas atendem consumidores em áreas rurais e não podem expandir sua atuação para áreas urbanas, mesmo quando essas regiões crescem e passam por mudanças econômicas e populacionais.
O autor do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirma que as restrições atuais de operação “não condizem com a realidade das regiões atendidas”, pois impedem que as cooperativas acompanhem o crescimento de sua área de atuação e comprometem a sustentabilidade do modelo cooperativista.
Segundo o deputado, a mudança também permitirá tratamento regulatório mais equilibrado entre cooperativas que exercem funções semelhantes no setor elétrico, mantendo a competência da Aneel para avaliar cada pedido.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra
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