NÃO HÁ RESPEITO

Botelho dispara contra secretário; ‘não dá devida importância aos deputados’

O secretário foi convocado a comparecer a uma audiência na Casa de Leis assim que retornarem do recesso para discutir algumas demandas com os parlamentares.

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Crédito Christiano Antonucci / Secom - MT

“O problema é que o secretário tem um bom trabalho, mas ele não dá a devida importância para os deputados. Ele tem que entender que quem vai para a rua, quem encara o povo, quem ouve as cobranças são os deputados”, disse Botelho.

O presidente da Casa de Leis de Mato Grosso, diz que os parlamentares têm a legitimidade para as indicações. O secretário foi convocado a comparecer a uma audiência na Casa de Leis assim que retornarem do recesso para discutir algumas demandas com os parlamentares.

Problemas de relação entre o secretário da Sinfra, deputados e até prefeitos de Mato Grosso não é de agora. Desde o início do ano passado, lideranças políticas reclamam da forma grosseira e dura no tratamento do secretário.

Problema antigo

Alguns prefeitos do interior já chegaram a procurar o presidente Eduardo Botelho em busca de serviços da Sinfra. Políticos estão evitando frequentar a sala de Marcelo Padeiro por conta da falta de receptividade.

“Tem que haver esse respeito, o secretário Marcelo tem que entender isso, que tem que respeitar o deputado, receber o deputado, porque na hora que chega com o empréstimo aqui, na hora de aprovar, é o deputado que enfrenta”, comentou após a última sessão de quinta-feira (11).

 

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Presidente do TJMT manifesta solidariedade à família de juíza do Rio Grande do Sul

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“O respeito à dignidade humana deve prevalecer em qualquer debate público, inclusive quando se trata de instituições. A crítica é legítima e necessária em uma sociedade democrática, mas ela não pode ultrapassar os limites da sensibilidade e do respeito à memória de uma jovem magistrada que teve sua trajetória interrompida de forma tão precoce. Transformar um momento de dor em instrumento de provocação causa indignação e aprofunda o sofrimento de familiares, amigos e colegas de profissão. É preciso preservar a humanidade acima de qualquer divergência”, afirmou o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, ao endossar o posicionamento do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (CONSEPRE).

O Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (CONSEPRE) vem a público para manifestar irrestrita solidariedade à família da Juíza Mariana Francisco Ferreira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, falecida na última quarta-feira, aos 34 anos, após coleta de óvulos para realização de reprodução assistida.

Lamenta, profundamente, que a indizível dor da família de Mariana tenha sido agravada em razão da falta de empatia, cuidado e respeito por parte do Jornal Folha de S. Paulo, representada por charge assinada, na edição deste sábado (09/05/2026), por Marília Marz.

O CONSEPRE louva o debate público, o controle social sobre as instituições e as liberdades de expressão e de imprensa, por reputá-las imprescindíveis aos regimes democrático e republicano: nenhuma democracia subsiste sem imprensa livre e sem espaço legítimo para crítica institucional.

Tais pilares, entretanto, não podem ser dissociados dos deveres mínimos de civilidade e respeito à dignidade humana. A crítica institucional jamais pode servir de instrumento para banalizar a morte, ridicularizar a dor humana ou desconsiderar o sofrimento de familiares, amigos e colegas profundamente abalados pela perda de uma vida.

A publicação da Folha de S. Paulo ultrapassa os limites do debate público legítimo ao recorrer a uma representação que, além de desrespeitosa, contribui para a crescente desumanização da magistratura brasileira, tratando com insensibilidade um momento de luto e consternação.

Torna-se, ainda, mais grave ao atingir a imagem de uma mulher magistrada recém-falecida, reproduzindo simbolicamente práticas de violência de gênero, incompatíveis com os avanços institucionais e sociais voltados à proteção da dignidade da mulher e ao enfrentamento de toda forma de violência ou discriminação.

Diante disso, o CONSEPRE reafirma sua solidariedade à família de Mariana e a toda a magistratura gaúcha, e espera que a degradação do debate público não persista em romper limites éticos de humanidade e respeito.

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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