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Bolsonaro não garante seguir lista tríplice na sucessão da PGR

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Após visita à atual procuradora-geral, presidente eleito afirmou que a escolha do chefe do Ministério Público Federal é tema para setembro do ano que vem

 

Da Redação

O presidente da República eleito, Jair Bolsonaro, não deu garantias de que respeitará a lista tríplice do Ministério Público Federal (MPF) para escolher o próximo ocupante do cargo de procurador-Geral da República. Após visita institucional na qual prestou continência à atual procuradora-Geral, Raquel Dodge, nesta terça-feira, 20, Bolsonaro afirmou que a sucessão na PGR é tema para setembro do ano que vem. “Isso aí (lista tríplice) a gente conversa em setembro do ano que vem. Mas, a princípio, a gente vai seguir todas as normas legais existentes”, desconversou Bolsonaro. 

Pela Constituição, o presidente tem a prerrogativa de escolher o chefe do MPF, mas não é obrigado a seguir nenhuma indicação da lista da eleição interna da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). 

No ano passado, ao indicar Raquel Dodge para o cargo, então a segunda colocada da lista tríplice, o atual presidente Michel Temer quebrou uma tradição que vinha sendo mantida desde o primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva – atualmente preso e condenado na Lava Jato.

Assim como no caso da indicação de Raquel Dodge, não alinhada a seu antecessor, Rodrigo Janot, que denunciou criminalmente Temer por corrupção passiva no caso JBS, a expectativa é de que ela não seja reconduzida ao cargo por causa de embates com Bolsonaro.

O presidente eleito ficou mais de uma hora reunido com a procuradora-Geral, que o denunciou criminalmente ao Supremo Tribunal Federal e foi alvo de críticas do presidente eleito e de seus filhos e aliados. Eles também desqualificaram a procuradora publicamente no caso do voto impresso, não aplicado nas eleições desse ano – a Procuradoria-Geral da República deu parecer contra. Ao sair do gabinete da PGR, ele disse ter “profundo respeito” pela procuradora e pelo Ministério Público. 

“Estou aqui em visita de cortesia pelo profundo respeito que tenho ao MP e à senhora Raquel Dodge. Uma conversa bastante profícua. Estamos prontos para colaborar para com o futuro de nosso Brasil. O MP é muito importante nesse trabalho de fiscal da lei”, disse Bolsonaro, que estava acompanhado dos futuros ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Justiça e Segurança Pública, o ex-juiz Sérgio Moro.

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,bolsonaro-nao-garante-seguir-lista-triplice-na-sucessao-da-pgr,70002614889

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Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

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O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.



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