disputa no partido

Batalha por poder: Bezerra critica duramente Emanuel e já o considera fora do MDB

O veterano líder político afirmou que o prefeito Emanuel Pinheiro já está fora do MDB,

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Política

Secom AL-MT

O presidente estadual do MDB, Carlos Bezerra é considerado, por méritos, um dos políticos mais articulados de Mato Grosso. O veterano líder político afirmou que o prefeito Emanuel Pinheiro já está fora do MDB, por conta do que classificou como ‘isolamento político’. Segundo ele, a saída deverá ocorrer agora ou quando concluir o seu mandato no comando da capital.

A bombástica declaração ocorre em meio à disputa pelo comando do MDB em Cuiabá, onde Emanuel tenta garantir o seu filho, o deputado federal Emanuelzinho (MDB), como presidente da direção provisória, via articulação nacional. Já Bezerra decidiu colocar o nome da deputada Janaina Riva (MDB) para ser a presidente.

Em conversa com a reportagem, Bezerra afirma que a decisão será tomada nesta semana e que uma reunião entre Janaina, o deputado federal Juarez Costa, e o estadual Drº João ocorrerá para definir a nominata da direção provisória da capital.

“Não tem intervenção nacional, não existe isso. Quem nomeia as direções provisórias é a direção estadual. E isso está sendo resolvido nesta semana ainda”, explicou.

Questionado sobre a postura de Emanuel, o cacique afirmou que o prefeito de se incompatibilizou dentro e fora do partido, o que mostraria o seu isolamento político. “Não é só dentro do MDB não, fora também. Todos têm receio de se aproximar dele”, afirmou.

“É natural que ele deixe o partido agora ou toma o rumo dele depois que acabar o seu mandato. Com ele não tem diálogo, conversa. Nunca atendeu uma demanda do partido, nunca viveu o partido, sempre se mantendo distante’, completou.

O Cacique Bezerra afirmou ainda que por conta desta postura, o prefeito da capital perdeu a oportunidade de ser a grande liderança política do Estado. “Ele poderia ser o nosso maior quadro político e a maior liderança política do Estado. Poderia está comandando o partido.

Mas ele nunca cumpre o que fala. Então não tem como confiar em alguém assim”, pontuou Bezerra.

As declarações de Carlos Bezerra revelam que se depender da cúpula estadual o prefeito poderá ser até expulso da legenda. O rompimento de Bezerra e Emanuel ocorreu ainda no passado, quando o prefeito iniciou uma articulação para substituir Bezerra do comando do partido no Estado, colocando o nome de Juarez Costa.

Contudo, a articulação não teve respaldo da cúpula nacional e nem da maioria dos diretórios municipais. Após ser reeleito, Bezerra passou a defender o nome de Janaina para cuidar do partido em Cuiabá e com isso tirar a influência de Emanuel na capital.

 

 

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ALMT retoma sessões com votação de reajuste de 6,8% para servidores do Judiciário

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) retoma nesta quarta-feira (7) as sessões plenárias após o período eleitoral e volta a analisar uma das matérias que ficaram pendentes antes das eleições: o veto integral ao projeto que prevê reajuste linear de 6,8% para os servidores efetivos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Desta vez, os deputados deverão se manifestar de forma aberta e nominal sobre o veto. A nova análise foi determinada pela Justiça depois que uma votação anterior, realizada de maneira sigilosa, foi anulada. O entendimento foi de que a regra que permitia o voto secreto para apreciação de vetos não poderia ser aplicada ao caso.

A proposta está relacionada ao Projeto de Lei nº 1.398/2025, encaminhado pelo Tribunal de Justiça à Assembleia em setembro do ano passado. O texto estabelece reajuste de 6,8% nas tabelas salariais dos servidores efetivos do Judiciário e também prevê mudanças no Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração. O projeto foi aprovado pelos deputados em novembro de 2025, mas acabou integralmente vetado pelo então governador Mauro Mendes.

Entre as justificativas apresentadas pelo Executivo para o veto estavam a ausência de estudos consolidados sobre o impacto financeiro da medida e a falta de indicação de uma fonte permanente de custeio. Na época, o Governo estimou que o reajuste poderia representar um impacto de aproximadamente R$ 1,6 bilhão por ano na folha estadual caso provocasse efeito semelhante em outras categorias.

A matéria já havia sido levada ao plenário em dezembro de 2025, quando o veto foi mantido por 12 votos a 10 em votação secreta. Posteriormente, a decisão foi questionada na Justiça e a análise acabou anulada, obrigando a Assembleia a realizar uma nova votação, desta vez de forma pública.

Uma nova tentativa de apreciação chegou a ser prevista para setembro, mas a sessão foi suspensa por falta de quórum. Na ocasião, apenas cinco deputados estavam presencialmente no plenário, enquanto outros parlamentares acompanhavam os trabalhos de forma remota, impedindo a votação da matéria.

Com o fim do calendário eleitoral e a retomada das atividades legislativas, o veto volta à pauta nesta quarta-feira. Caberá aos 24 deputados estaduais decidir se mantêm a decisão do Executivo ou se derrubam o veto e permitem o avanço do reajuste para os servidores do Judiciário.



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