Eleições 2024
Abílio liga Lúdio à Lava Jato durante debate sobre saúde
Lúdio rebateu a acusação, pedindo que seu adversário se mantivesse no tema principal do debate e qualificando-o como “desequilibrado.”
Política
O debate promovido pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) na noite desta sexta-feira (6) destacou os candidatos Abílio Brunini (PL) e Lúdio Cabral (PT), em parte devido à ausência de Eduardo Botelho (União). Embora o tema principal fosse a Saúde, os candidatos aproveitaram diversas oportunidades para trocarem ataques. Enquanto isso, Domingos Kennedy (MDB) manteve uma postura neutra em meio às discussões acaloradas.
Durante o debate, Abílio abordou a questão do controle dos recursos da Empresa Cuiabana de Saúde, investigada em várias operações por suspeita de corrupção. Brunini questionou Lúdio sobre suas propostas para lidar com os desvios de recursos na pasta, relembrando que o petista havia sido citado na Operação Lava Jato.
“O tema aqui é praticamente corrupção. Foram 20 operações policiais onde a maioria dos contratos foi fraudada para corrupção. Quero que vocês entrem no Google agora e procurem por EMA, Lúdio Cabral, Lava Jato, Odebrecht. O deputado Lúdio está na lista da Lava Jato. Que moral o senhor terá para cuidar da Saúde de Cuiabá, sendo listado no maior escândalo de corrupção do nosso país?”, disparou Abílio.
Lúdio rebateu a acusação, pedindo que seu adversário se mantivesse no tema principal do debate e qualificando-o como “desequilibrado.”
“Vamos focar na nossa realidade de hoje. Explorar as pessoas com discursos vazios não vai resolver os problemas da nossa cidade. Cuiabá não vai aceitar seu desequilíbrio e despreparo. Abílio, eu não respondo a nenhum processo. Botelho já está me atacando com isso, não venha se juntar a ele contra mim. Vamos aproveitar o tempo para discutir propostas,” respondeu Lúdio.
Durante o debate, Abílio enfatizou a necessidade urgente de uma abordagem abrangente para os problemas de saúde em Cuiabá. “Todas as pesquisas apontam a Saúde como o principal problema em Cuiabá. É essencial tratar disso com prioridade. A Saúde é um tema transversal que vai além da Secretaria de Saúde; mobilidade, Educação e Esporte também estão diretamente relacionados,” afirmou Brunini.
Já Domingos Kennedy prometeu continuar com as iniciativas que funcionam na gestão pública, ao mesmo tempo em que corrigirá os erros do passado. “Vamos ouvir todos os profissionais e identificar o que precisa ser ajustado. Manteremos e melhoraremos o que está dando certo e resolveremos os problemas existentes. Não vou me prender ao passado,” garantiu Kennedy.
Por sua vez, Lúdio destacou a importância do debate e a necessidade da presença de todos os candidatos para discutir as questões de saúde, que ele considera o principal desafio da cidade. “Este debate é crucial, pois a saúde é o maior problema de Cuiabá. Portanto, é dever de todos os candidatos estarem aqui para dialogar com os profissionais da saúde,” concluiu Cabral.
Política
CMO deve ser instalada na segunda quinzena de abril
As cadeiras que os partidos e blocos parlamentares ocuparão na Comissão Mista de Orçamento (CMO) este ano devem ser definidas até a segunda quinzena do mês de abril. As maiores bancadas do Senado e da Câmara ficam com o maior espaço, já que a representação de cada legenda precisa respeitar o critério de proporcionalidade.
Composta por senadores e deputados, a CMO é uma das mais importantes comissões do Congresso Nacional. O colegiado tem como papel fundamental apreciar as matérias do ciclo orçamentário: o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Mas a comissão também analisa matérias de créditos adicionais, sob forma de projetos de lei do Congresso (PLNs) e de medida provisória (MP), e ainda tem papel fiscalizatório.
Regimentalmente, a CMO deve ser instalada até a última terça-feira do mês de março. Presidente da CMO em 2025, o senador Efraim Filho (União-PB) disse em entrevista à Agência Senado que ainda não foram solicitadas, às lideranças partidárias, as indicações dos novos membros do colegiado para este ano.
— Esse processo deve começar com a definição, pelas lideranças, do relator-geral e do presidente. Neste ano, conforme acordo previamente estabelecido, a presidência da CMO caberá a um deputado, enquanto a relatoria-geral será exercida por um senador — afirmou Efraim.
De acordo com o secretário-executivo da CMO, Walbinson Tavares de Araújo, é preciso esperar o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, disparar o processo, o que deve ocorrer até a segunda quinzena de abril.
— Ele encaminha para os líderes o cálculo proporcional para a indicação de membros. Depois, os líderes começam a indicar os membros e quando houver as indicações, o senador [Davi] Alcolumbre fará a leitura dos membros e instituirá a comissão. Na sequência, é marcada a instalação e eleição.
Eleições e Copa do Mundo
A LDO, que fixa as prioridades do governo federal e orienta a elaboração da LOA, deve ser encaminhada anualmente ao Parlamento até 15 de abril. Conforme a Constituição, o projeto da LDO deve ser votado até o dia 17 de julho de cada ano, para que deputados e senadores possam entrar em recesso. Já a LOA deve ser encaminhada pelo Executivo ao Legislativo até 31 de agosto e deliberada pelos parlamentares até o fim da sessão legislativa, em dezembro.
Na prática, alguns prazos não se cumprem. O andamento do ano eleitoral e a Copa do Mundo, por exemplo, podem atrasar, em parte, o andamento dos trabalhos da CMO, que analisa ambos os projetos antes de serem encaminhados à Mesa do Congresso.
Consultor legislativo do Senado na área de Orçamentos (Conorf), Bento Monteiro explica que, historicamente, após o recesso de julho e até às eleições costuma ser um período de menor atividade, com poucas sessões sendo marcadas.
— Esse ano vai ter Copa do Mundo, em junho e julho, o que também interfere no período da LDO. Ainda teremos as convenções dos partidos para definir as candidaturas especialmente nos estados. Então, tudo isso, acaba afastando os parlamentares do trabalho da comissão em Brasília.
Para o senador Efraim, a CMO precisa ter maturidade para separar a agenda política da agenda legislativa, “sobretudo porque a elaboração do Orçamento da União é sempre um grande desafio”.
— É fundamental manter o olhar atento à sociedade civil, ao mercado e àqueles que desejam investir no país. Espero que, em 2026, a comissão assuma a responsabilidade de conduzir a travessia do ano eleitoral sem que isso comprometa os seus trabalhos — expôs o senador.
Efraim afirmou ainda que a gestão de 2025 do colegiado conseguiu colocar em dia o calendário da LDO, que vinha defasado.
— Aparamos arestas, buscamos consenso e aprovamos a LDO até dezembro de 2025, cumprindo um compromisso assumido ao iniciar a presidência da comissão. Também deliberamos todos os projetos de crédito relativos ao Orçamento de 2025 e promovemos as reformas regimentais necessárias ao alinhamento às decisões do Supremo Tribunal Federal. Foi um trabalho hercúleo de todos os membros e servidores da CMO, mas conseguimos cumprir nosso planejamento e entregar o que prometemos — afirmou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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