Política
“A Ferrogrão tem 1000% de apoio do Governo de Mato Grosso”, afirma Mauro Mendes
Tarcísio Freitas ressaltou que os estudos do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) apontam que a produção de Mato Grosso
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O governador Mauro Mendes afirmou que o lançamento da Ferrogrão, que tem sido articulado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, “tem 1000% de apoio do Governo de Mato Grosso”.
Mauro Mendes participou do ato em defesa da Ferrogrão, em Sinop, na manhã deste sábado (21.08), junto com o ministro e diversas autoridades federais, estaduais e municipais.
A Ferrogrão vai ligar o município de Sinop até o porto de Miritituba, no Pará, e será um dos principais pontos de escoamento da produção de Mato Grosso.
“O ministro é o grande protagonista desse encontro. A Ferrogrão liga dois estados e é de competência exclusivamente federal. No que depender do Estado de Mato Grosso, enquanto eu for governador, em qualquer iniciativa que for necessária, não terá 100%, mas 1000% de apoio do Estado de Mato Grosso para que este sonho se torne realidade nós próximos anos”, declarou Mauro, durante o discurso.
O governador ressaltou que o Estado tem feito grandes investimentos para a melhoria da logística em todas as regiões de Mato Grosso. Somente nesta gestão, já foram entregues 825 km de asfalto novo e, nos próximos meses, haverá outros 1500 km de asfalto para serem executados pelas empreiteiras.
Além das melhorias na malha rodoviária, o Governo do Estado também tem avançado para construir a primeira Ferrovia Estadual, cujo chamamento público foi lançado há algumas semanas.
A ferrovia vai ligar Cuiabá a Rondonópolis, e Rondonopolis a Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, bem como se conectar com a malha ferroviária nacional.
“Mas nós precisamos de muito mais. Precisamos também da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico). E vamos lutar com todas as armas pela Ferrogrão. Vamos vencer essa guerra”, declarou, ao ressaltar que Mato Grosso é o único estado que pode dobrar a produção de alimentos nos próximos anos e precisa da infraestrutura adequada para tal.
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, destacou que a Ferrogrão é um projeto totalmente sustentável e possui previsão de reduzir em até 50% as emissões de CO² na atmosfera, que são gerados pelo tráfego na BR-163.
“Nós precisamos e vamos fazer a Ferrogrão. Ela vai acontecer e se tornar uma realidade. A nossa missão é fazer com que essa realidade seja transposta mais para o nosso presente. Para valorizar o esforço de todas essas pessoas que fizeram o agronegócio”, disse.
Tarcísio Freitas ressaltou que os estudos do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) apontam que a produção de Mato Grosso nos próximos nove anos, que é de 70 milhões de toneladas, deve chegar a mais de 130 milhões de toneladas.
“A Ferrogrão é necessária para que a gente dê mais competitividade, mais resultado e que isso traga mais investimento. Para que mais empregos sejam gerados e para que o Brasil cresça muito mais. Vamos preparar a logística que o agronegócio merece. Esse projeto só vai ser possível se todos acreditarem”, finalizou.
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Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação
O Projeto de Lei 367/26 permite que cooperativas que atuem como autorizadas na distribuição de energia elétrica solicitem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudança para a categoria de permissionárias de serviço público. A alteração poderá ampliar a área e o tipo de consumidores atendidos por essas cooperativas. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.
Hoje, as cooperativas sob o regime de autorizadas atendem consumidores em áreas rurais e não podem expandir sua atuação para áreas urbanas, mesmo quando essas regiões crescem e passam por mudanças econômicas e populacionais.
O autor do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirma que as restrições atuais de operação “não condizem com a realidade das regiões atendidas”, pois impedem que as cooperativas acompanhem o crescimento de sua área de atuação e comprometem a sustentabilidade do modelo cooperativista.
Segundo o deputado, a mudança também permitirá tratamento regulatório mais equilibrado entre cooperativas que exercem funções semelhantes no setor elétrico, mantendo a competência da Aneel para avaliar cada pedido.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra
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