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Presidente da OAB/MT repudia ataques contra advogado e afirma que solicitou proteção policial

O advogado teve seu escritório alvejado a tiros no sábado (02) e sua casa no domingo (03

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Presidente da OAB/MT repudia ataques contra advogado e afirma que solicitou proteção policial

A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB/MT), Gisela Cardoso, emitiu nota na noite desse domingo (03.11) lamentando o novo incidente contra o advogado Marcos Mendes, ocorrido em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá. Ela informou que já entrou em contato com o secretário de Segurança do Estado, Coronel Roveri, e solicitou proteção policial ao advogado.

Marcos Antônio, que é candidato à Presidência da Subseção de Lucas do Rio Verde, teve seu escritório alvejado a tiros no sábado (02). Um criminoso foi preso no mesmo dia. Contudo, nesse domingo (03), a residência do advogado foi alvo de disparos de arma de fogo.

Gisela Cardoso esclareceu que, diante da gravidade do caso, ela, em conjunto com a presidente da Subseção da cidade de Lucas, Danusa Oneda, contatou autoridades logo após a primeira ocorrência, solicitando e acompanhando as providências em proteção à advocacia e à sociedade luverdense.

“A OAB-MT permanece em atenção total a esse preocupante episódio de violência contra a advocacia e informa, ainda, que está em contato direto e constante com as autoridades policiais de Lucas do Rio Verde, assim como com o governador em exercício, Otaviano Pivetta, e o secretário de Segurança de MT, que têm agido com prontidão e atenção à solicitação da OAB-MT”, cita trecho da nota.

O advogado também se pronunciou em suas redes sociais e gravou um vídeo negando qualquer envolvimento ou desacordo comercial com membros de facção criminosa.

“Venho aqui refutar veementemente toda e qualquer informação nesse sentido. Eu nunca advoguei para suposto acusado e nem para qualquer facção criminosa. Minha atuação na área criminal é mínima e não envolve nenhuma relação com facções”, esclareceu o advogado.

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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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