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Polícia Civil prende três faccionados envolvidos em execução de jovem em Campo Novo do Parecis

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta segunda-feira (26.1), dois homens, de 20 e 27 anos, e uma mulher, de 21 anos, suspeitos de envolvimento no sequestro, tortura, homicídio e ocultação do cadáver de Diego Souza Santos, de 20 anos, em Campo Novo do Parecis.

A vítima foi sequestrada no último sábado (24.1), junto com dois colegas de trabalho, de 21 e 24 anos, no bairro Jardim das Palmeiras, por três suspeitos.

O grupo levou as vítimas a pé até um matagal, identificou-se como membros de uma facção criminosa e disse que uma das três vítimas seria de uma facção rival.

Os três jovens tiveram os braços e as pernas amarrados com cabo de aço e sofreram tortura. Outros quatro membros da facção chegaram, todos encapuzados. Aproveitando a chegada do carro, uma das vítimas conseguiu fugir para a mata.

Uma das vítimas foi liberada, e Diego foi assassinado com arma branca.

Assim que a Polícia Civil foi acionada, na manhã de domingo (25.1), a equipe da Delegacia de Campo Novo do Parecis deu início às investigações do caso.

As informações eram de que Diego havia sido assassinado durante a madrugada e de que, pelo menos, seis suspeitos teriam participado da tortura e do homicídio. Ainda no domingo, a equipe policial identificou cinco envolvidos no crime, todos membros de uma facção criminosa atuante em Campo Novo do Parecis.

Prisão

Já na manhã desta segunda-feira (26.1), os policiais localizaram dois envolvidos no crime, um homem de 20 anos e uma mulher de 21. Na sequência, em outro endereço, um terceiro suspeito, de 27 anos, foi encontrado.

Questionados, os suspeitos confirmaram a participação no crime, assim como a de outros dois suspeitos que seguem foragidos. Eles indicaram onde haviam ocultado o corpo da vítima, a aproximadamente 10 km de Campo Novo do Parecis, no meio de uma plantação de soja.

Os três foram encaminhados para a Delegacia de Campo Novo do Parecis e autuados pelos crimes de homicídio qualificado, tortura, destruição, subtração e ocultação de cadáver e por promover, constituir ou integrar organização criminosa. Eles estão à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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