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Polícia Civil prende homem condenado por estupro de criança cometido há 22 anos

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, na tarde desta quinta-feira (22.1), em Comodoro, um homem de 66 anos, condenado por estupro de vulnerável e que se encontrava foragido da Justiça.

A prisão foi realizada pela Delegacia de Comodoro, com apoio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, após investigação da Delegacia de Itiquira, onde ocorreu o crime.

Contra o suspeito havia um mandado de prisão definitiva expedido pela Vara Única da Comarca de Itiquira, em razão de condenação transitada em julgado (sem possibilidade de recurso), com pena fixada em 31 anos e seis meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Os crimes que resultaram na condenação ocorreram há cerca de 22 anos e tiveram como vítima uma criança de nove anos de idade à época dos fatos.

A denúncia formal somente foi registrada em fevereiro de 2024, quando a vítima procurou a Polícia Civil e relatou os abusos sofridos durante a infância, o que possibilitou a instauração do procedimento investigativo e o regular processamento judicial do caso. A prescrição para o crime de estupro de vulnerável é superior a 20 anos.

A partir das informações colhidas, os investigadores da Delegacia de Itiquira deram início às diligências, que culminaram na condenação do autor e, posteriormente, na expedição do mandado de prisão.

Durante o trabalho de localização do foragido, foi apurado que ele estaria se deslocando em direção ao estado de Rondônia, com o objetivo de se esconder para evitar o cumprimento da pena.

Diante disso, o delegado responsável entrou em contato com a DHPP de Cuiabá, que conseguiu identificar que o condenado iria passar pelo município de Comodoro.

A equipe da Delegacia de Comodoro foi acionada e, de forma célere, conseguiu localizar e efetuar a prisão do suspeito, que foi apresentado à autoridade policial para a adoção dos procedimentos legais cabíveis.

“A prisão foi resultado de uma atuação integrada e coordenada entre as delegacias envolvidas, evidenciando a importância do trabalho conjunto das forças policiais do Estado no combate à criminalidade e na efetivação das decisões judiciais”, afirmou o delegado Felipe de Oliveira Neto.

O delegado também frisou a importância da denúncia de crimes de abuso e violência sexual, ressaltando que, mesmo quando os fatos ocorreram há muitos anos, é fundamental que as vítimas procurem a Polícia Civil.

“Somente a denúncia permite a responsabilização dos autores, contribuindo para a proteção de outras possíveis vítimas”, enfatizou o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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