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Polícia Civil prende autor de fraudes documentais para retirada de veículos apreendidos

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Um homem investigado por fraudes documentais para retirada de veículos apreendidos teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, na quinta-feira (15.09), em trabalho realizado pela Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá.

O suspeito teve a ordem de prisão decretada pela Justiça com base em investigações da Delegacia de Estelionato para apurar crimes de falsificação de documento público, falsificação de documento particular, estelionato e associação criminosa.

A investigação iniciou a partir de uma prisão em flagrante, realizada na 2ª fase da Operação Kuron, deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA). Na ocasião, outro comparsa foi preso, em poder vários documentos de identidades e outros contrafeitos (falsos), com o mesmo padrão dos utilizados para retirada de veículos no pátio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob).

Assim que recebeu a comunicação dos fatos, foi instaurada investigação na Delegacia de Estelionato, sendo possível avançar no nível das informações, identificando outros comparsas, dentre eles, um despachante não credenciado.

Com base no levantamento, foi representado pelo mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, ocasião em que foram apreendidos vários documentos falsos, entre eles, identidades falsas, em nomes diversos, porém com fotografias da mesma pessoa, procurações e selos de cartórios falsos ou adulterados, dentre outros documentos.

No dia das buscas, o investigado não foi localizado, sendo a convivente do investigado presa em flagrante. Após análise do material apreendido e elementos informativos angariados durante as investigações, o delegado Marcelo Menezes, representou pelo mandado de prisão preventiva do investigado, que foi deferido pela Justiça e cumprido na quinta-feira (14),

Além desta investigação, na Delegacia de Estelionatos existem mais três procedimentos investigatórios em andamento. As diligências que resultaram na prisão do investigado foram coordenadas pelo delegado Pablo Carneiro e o interrogatório do preso foi realizado pelo Marcelo Torhacs, em substituição ao presidente dos autos.

“As investigações prosseguirão para identificar os demais envolvidos nas fraudes, dentre eles possíveis despachantes credenciados e proprietários de casas de placas de veículos”, esclareceu Torhacs.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil rastreia dinheiro da morte de advogado e comprova pagamento de R$ 215 mil pelo crime

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), avançou nas investigações sobre o homicídio do advogado Renato Nery, conseguindo identificar e prender os mandantes, intermediários e executores do crime, ocorrido em 5 de julho de 2024, em Cuiabá.

Durante a investigação, a Polícia Civil representou pela quebra de sigilo bancário, medida autorizada pelo Poder Judiciário, que permitiu rastrear o fluxo financeiro utilizado para o pagamento da execução.

As análises demonstraram que a investigada apontada como mandante do crime, realizou, no dia 4 de março de 2024, transferências que totalizam aproximadamente R$ 200 mil reais, valores que passaram inicialmente por contas de terceiros, em uma sequência de movimentações financeiras utilizadas para ocultar a origem e o destino final do dinheiro.

Na análise, também foi identificado que um outro investigado evitou receber diretamente os valores em sua conta, determinando que os recursos fossem movimentados por intermediários. Parte desse montante foi utilizada, no dia 5 de março de 2024, para a aquisição de um veículo Mercedes-Benz, no valor aproximado de R$ 115.000,00, registrado em nome de terceiro.

Ainda no mesmo dia, R$ 40 mil foram transferidos à mãe desse investigado, enquanto o restante do dinheiro foi, posteriormente, encaminhado à própria conta, em 06 de março de 2024.

Além dessas movimentações, foi identificado que no dia 8 de março a primeira investigada citada realizou um pagamento direto a esse segundo investigado citado, no valor de R$ 15 mil reais, totalizando aproximadamente R$ 215 mil reais movimentados em razão do crime.

Essas movimentações financeiras identificadas coincidem com os depoimentos prestados pelos envolvidos, que afirmaram que o valor ajustado para a execução do homicídio seria de aproximadamente R$ 200 mil reais.

Além do rastreamento financeiro, no dia 12 de março de 2024, um dos investigados prestou depoimento, confirmando toda a dinâmica do pagamento pelo crime, corroborando os elementos já demonstrados pela análise bancária.

A investigação identificou que o segundo investigado citado adotou mecanismos para ocultar a origem ilícita dos valores, utilizando de intermediários e movimentações financeiras fracionadas, caracterizando, em tese, a prática do crime de lavagem de dinheiro, pelo qual também deverá responder.

Diante do conjunto probatório reunido, especialmente o rastreamento do fluxo financeiro, os depoimentos colhidos e as demais diligências investigativas, a Polícia Civil concluiu que se trata de crime de mando, caracterizado pelo pagamento para a prática de homicídio qualificado.

O crime

Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo, no dia 5 de julho de 2024, na frente de seu escritório, na Capital.

A vítima foi socorrida e submetida a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas morreu horas depois do procedimento médico.

Desde a ocorrência, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do advogado.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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