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Polícia Civil implanta projeto “Papo de Homem para Homem” que visa coibir crimes no contexto de violência doméstica em Lucas do Rio Verde

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A Polícia Civil implantou o projeto “Papo de Homem para Homem”, em Lucas do Rio Verde, que tem como objetivo coibir crimes no contexto de violência doméstica.

O processo de implantação ocorreu entre os dias 10 e 12 de março, com a realização de palestras nas Escolas Estaduais Dom Bosco e Cívico-Militar Manoel de Barros.

Participaram das palestras alunos com idades entre 12 e 18 anos.

Histórico do projeto

O projeto foi desenvolvido, inicialmente, pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Várzea Grande, em 2014, com a realização de palestras orientativas em escolas e empresas sobre temáticas relacionadas à violência doméstica.

A partir de 2021, o projeto passou a ser desenvolvido pela Coordenadoria de Polícia Comunitária e, atualmente, são trabalhados temas abrangentes, como machismo, patriarcalismo, resolução de conflitos, relacionamentos e Lei Maria da Penha, por meio de dinâmicas, em uma carga horária de 15 horas. Nos trabalhos são desenvolvidas palestras e dinâmicas para melhor absorção do conteúdo aplicado.

Em 2024, a Coordenadoria iniciou o processo de expansão do projeto por meio de capacitações. Em 2025, o projeto passou a ser implantado nos municípios de Cáceres, Canarana e Sapezal. Em 2026, outros dois municípios passaram a desenvolver os trabalhos preventivos, sendo eles Nova Xavantina e, recentemente, Lucas do Rio Verde.

“Nosso plano estratégico visa fomentar os programas de prevenção primária para todas as regionais da Polícia Civil, demonstrando a relevância do valor social da nossa instituição não apenas no pós-crime de feminicídio, na prisão dos agressores, mas também contribuindo, de forma sistemática, com ações contínuas de enfrentamento às violências domésticas, de gênero e contra pessoas em situação de vulnerabilidade”, disse o delegado e coordenador de Polícia Comunitária, Mario Dermeval.

Resultados obtidos

Conforme levantamento da Coordenadoria, o projeto “Papo de Homem para Homem” já atendeu mais de 1,5 mil homens. Desse total, não há registro de ocorrência de feminicídio entre os participantes.

“A gente percebe, com muita clareza, a importância de orientar, instruir e, principalmente, alertar os homens sobre as consequências de praticar violência no ambiente doméstico”, destacou Dermeval sobre os resultados do projeto.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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