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Polícia Civil cumpre mandados contra grupo criminoso envolvido em tentativa de roubo a cooperativa de crédito em Cuiabá

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14.4), a Operação Passagem Oculta, para cumprimento de 12 ordens judiciais contra integrantes de um grupo criminoso envolvido no roubo contra uma cooperativa de crédito, ocorrido no final de junho de 2025, em Cuiabá.

As ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular itinerante, e quatro quebra de sigilo de dados, foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), tiveram como alvo quatro investigados apontados como integrantes da organização criminosa responsável pelo roubo circunstanciado cometido contra a agência da Cooperativa de Crédito, situada na Avenida das Torres, na Capital.

O crime

Na madrugada do crime, o grupo invadiu imóvel residencial no bairro Recanto dos Passáros que fazia divisa estrutural com a agência bancária. Na ocasião, três moradores da residência foram mantidos em cárcere privado por aproximadamente quatro horas, mediante emprego de arma de fogo.

O objetivo do grupo criminoso era abrir uma passagem na parede divisória e subtrair valores estimados em até R$ 1 milhão. A ação criminosa foi parcialmente frustrada após intervenção da Polícia Militar, sendo que um dos envolvidos foi a óbito em confronto armado no local, e outro foi preso em flagrante, sendo posteriormente denunciado e condenado em processo autônomo.

Investigações e mandados

A partir do aprofundamento das diligências investigativas, a GCCO identificou a participação estruturada de outros quatro integrantes da organização, cada qual com função específica — execução, logística, transporte e vigilância.

As condutas foram tipificadas como roubo circunstanciado majorado pelo emprego de arma de fogo, restrição de liberdade de vítimas e pelo concurso de pessoas. Diante das evidências, o delegado responsável pelas investigações, Igor Sasaki, representou pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça.

As prisões preventivas decretadas com fundamento nos arts. 312 e 313, inciso I, do Código de Processo Penal, para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e asseguramento da aplicação da lei penal, diante da gravidade concreta da conduta, do elevado grau de planejamento e da habitualidade delitiva de parte dos investigados.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Wanderley classifica operação do Gaeco como “muito estranha” e nega apreensão em escritório

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), classificou como “muito estranha” a operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) para investigar suspeitas de corrupção na eleição da Mesa Diretora do Legislativo municipal. A declaração foi feita na manhã desta terça-feira (20), quando ele chegou à sede da Câmara.

Ao conversar com jornalistas, Wanderley afirmou desconhecer os detalhes da investigação e negou que tenha ocorrido uma operação em sua residência. Ele também declarou que nada foi apreendido em seu escritório.

“Não teve operação na minha casa. Eu desconheço essa operação e acho muito estranho. Com mais de 30 denúncias [contra] a prefeita. Não me inteirei dos fatos, mas acho muito estranha essa operação. No meu escritório não apreendeu nada”, disse o presidente.

Durante a fala, o parlamentar mencionou a existência de mais de 30 denúncias contra a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL).

Investigação apura eleição da Mesa Diretora

A operação do Gaeco busca apurar possíveis irregularidades na disputa pela Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande, realizada em maio. A investigação envolve suspeitas de compra de votos e outras possíveis práticas ilícitas relacionadas à eleição que escolheu Wanderley Cerqueira para a presidência no biênio 2027/2028.

A ação também alcança outros parlamentares e pessoas ligadas ao Legislativo. As diligências incluem mandados de busca e apreensão em municípios mato-grossenses, com o objetivo de reunir elementos para esclarecer os fatos investigados.

A manifestação de Wanderley ocorre em meio à repercussão da operação e à disputa política em torno do comando da Câmara. O presidente, no entanto, afirmou que ainda não havia se inteirado dos detalhes da investigação.

As suspeitas são objeto de apuração pelas autoridades competentes e não representam, por si só, comprovação de prática criminosa por parte dos investigados.



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