PRIMEIRA EDIÇÃO
Operação Tolerância Zero intensifica policiamento da PM em todo o Estado neste fim de semana
Lançada nesta sexta-feira (29), ações seguem durante todo o fim de semana em Mato Grosso
Polícia
A Polícia Militar de Mato Grosso lançou, no final da tarde desta sexta-feira (29.11), a primeira edição da Operação Tolerância Zero. A operação ocorre simultaneamente em todos os 15 Comandos Regionais da PMMT até o dia 1º de dezembro, intensificando a presença e atuação da Polícia Militar em todo o território estadual.
O novo comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Cláudio Fernando Tinoco, destaca que a operação é um dos seus primeiros atos à frente da instituição e que vem em conjunto com o programa “Tolerância Zero ao Crime Organizado”, que visa aumentar o combate às facções criminosas no Estado.
“Essa operação visa trazer mais segurança para a população mato-grossense. O governador Mauro Mendes acabou de lançar um pacote de várias ações de tolerância zero ao crime organizado e nada melhor do que colocarmos o policiamento ostensivo também nas ruas, em conjunto com o setor de inteligência, assim como todas as forças de segurança tem feito, para garantir a segurança da população”, ressalta o comandante-geral.
O coronel Fernando ainda enfatiza que o reforço do policiamento na operação se dará por meio da Jornada Extraordinária, que remunera o policial militar em trabalho voluntário em horário de folga.
“Aqui na Capital, mais de 600 policiais atuarão ao longo desses três dias, mas essa operação está sendo lançada em todo o Estado, para que a gente possa realmente dar um apoio e trazer resultados positivos na redução da criminalidade. São homens que estão na jornada extraordinária, com investimento da Secretaria de Segurança Pública em recursos para que possamos reforçar esse efetivo”, afirma.
O subchefe de Estado-Maior Geral da PMMT, coronel José Nildo de Oliveira, explica que a operação dará foco à detenção de indivíduos em flagrante, apreensão de armas e drogas, e execução de ações operacionais essenciais que visem a proteção da sociedade mato-grossense.
“Estaremos trabalhando no protocolo de abordagens, buscas e checagens, fazendo barreiras e saturações em diversos pontos dos municípios nas busca de interceptar em flagrante os criminosos que circulam nas cidades. Além disso, estaremos atentos a todas as denúncias recebidas e com nosso setor de inteligência atento para monitoramento de ações e grupos criminosos”, finaliza o coronel José Nildo.
As ações ostensivas e repressivas serão realizadas pelas equipes dos batalhões de área dos municípios e pelas unidades especializadas, por meio dos Batalhões de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Operações Especiais (Bope), Regimento de Policiamento Montado (Cavalaria), Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Proteção Ambiental (BPMPA), além das unidades da Força Tática e da Companhia de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio).
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Polícia
Polícia Civil cumpre mandados contra grupo criminoso que utilizava decisão do STF para traficar entorpecentes
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16.4), a Operação Supremo Engano, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido com o tráfico de drogas na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande. O principal investigado utilizava uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e documentos falsos para simular doença com o objetivo de obter autorização judicial para cultivar e transportar drogas.
Na operação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário após representação da autoridade policial, com base em investigação que apura crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
As ordens judiciais foram cumpridas em endereços situados nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande. Durante as buscas realizadas nesta data, foram apreendidos materiais e documentos que auxiliarão na continuidade e no aprofundamento das investigações.
A operação é resultado de investigação policial desenvolvida ao longo de meses pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com base em apreensões, oitivas de testemunhas, análise de materiais, perícias técnicas e demais diligências investigativas, que revelaram a existência de uma estrutura criminosa voltada ao cultivo, distribuição e intermediação de entorpecentes, com especial foco em cannabis de alta concentração de THC.
Um dos principais investigados já havia sido preso anteriormente, ocasião em que foram apreendidos, em sua residência, uma considerável quantidade de drogas, diversos materiais e insumos para cultivo de entorpecentes, além de estufas especialmente montadas para o cultivo indoor de cannabis, evidenciando a reiteração criminosa e a estrutura profissionalizada do esquema.
Decisão do Supremo e uso de documentos falsos
As investigações revelaram que o suspeito vinha se valendo de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconheceu a descriminalização do porte de até 40 gramas de maconha para uso pessoal, como fundamento para desafiar abertamente as autoridades policiais.
Em atitude de manifesto escárnio, o investigado afirmou em rede social que fumaria maconha em frente à própria sede da Denarc, invocando a decisão do STF como escudo para sua conduta.
Porém, com o avanço das investigações, foi possível constatar que a atuação do investigado ia muito além do uso pessoal, configurando, em tese, os crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
As investigações apontaram que o investigado estava ativamente angariando documentação falsa, simulando uma condição de doença, com o deliberado objetivo de obter, junto ao Poder Judiciário, um habeas corpus preventivo que lhe conferisse autorização judicial para cultivar e transportar drogas de maneira livre e desimpedida, sem qualquer controle ou fiscalização policial.
Esquema do tráfico
Segundo o delegado Eduardo Ribeiro, responsável pelas investigações, para atuar com o tráfico, o investigado utilizava uma estratégia que combinava a exploração de uma decisão judicial legítima com a produção de documentos fraudulentos, evidenciando a sofisticação e a ousadia do esquema criminoso.
Em relação à tentativa de obtenção fraudulenta de autorização para uso medicinal de cannabis, a estratégia consistia em adquirir produto legalizado, manter sua embalagem original e substituir seu conteúdo por droga cultivada ilegalmente, com o intuito de circular livremente e ludibriar eventual fiscalização policial — mais um ardil elaborado para se ocultar sob aparente legalidade.
As investigações identificaram ainda a atuação de outros indivíduos no esquema, incluindo aqueles responsáveis pela comercialização direta de entorpecentes e pelo recebimento de valores oriundos da atividade ilícita, evidenciando a existência de uma associação estruturada para o tráfico de drogas, nos termos do artigo 35 da Lei n.º 11.343/2006.
Supremo Engano
O nome da operação faz referência à prática criminosa que busca se ocultar sob aparente legalidade — seja pela distorção de decisões judiciais, seja pela produção de documentos falsos ou pelo uso de autorizações medicinais como biombo para a atividade ilícita.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e de sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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