Operação Sisamnes
Ministro do STF faz críticas ‘veladas’ ao TJ/MT e diz que prestígio do judiciário pode sofrer máculas de minoria de membros e de servidores.
A Operação Sisamnes foi realizada contra crimes cometidos por uma organização criminosa especializada em corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional.
Polícia
Na decisão que determinou a realizou da Operação Sisamnes, feita pela Polícia Federal na terça feira, 26, nos estados de Mato Grosso, Pernambuco e no Distrito Federal, o ministro do Supremo Tribunal Federal(STF), Cristiano Zanin, fez críticas ‘veladas’ ao Tribunal de justiça de Mato Grosso e que teve os Desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, além de servidores do Tribunal e do Superior Tribunal de justiça(STJ).
Cristiano Zanin disse que “dados do Conselho Nacional de Justiça revelam as indiscutíveis qualidade e produtividade do Poder Judiciário Brasileiro, cujo prestígio lamentavelmente pode vir a sofrer máculas em virtude do agir de uma ínfima minoria de seus membros e servidores”, argumento na decisão ordenando a Operação.
A Operação Sisamnes foi realizada contra crimes cometidos por uma organização criminosa especializada em corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional.
Segundo a PF, eles faziam parte de um grupo enraizado no ‘seio’ do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e que vendiam decisões judiciais.
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Entre eles a PF investiga advogados, lobistas, empresários, assessores, chefes de gabinete e os Desembargadores do TJ/MT Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho. Entre os envolvidos que foram alvos da PF estão:
Andreson de Oliveira Gonçalves – Lobista e empresário(preso na Operação)
Flaviano Kleber Taques Figueiredo – Advogado indicado pela OAB-MT e ficou na lista tríplice para vaga de desembargador do TJMT
João Ferreira Filho – Desembargador do TJ/MT, afastado pelo CNJ
Haroldo Augusto Filho – empresário
Mirian Ribeiro Gonçalves – Advogada e esposa de Andreson
Mauro Thadeu Prado de Moraes – Filho do desembargador Sebastião de Moraes
Sebastião de Moraes Filho – Desembargador do TJ/MT – afastado pelo CNJ
Rafael Macedo Martins – Advogado e servidor do TJMT lotado no gabinete de Sebastião de Moraes
Rodrigo Vechiatto da Silveira – empresário
Roberto Zampieri – Advogado assassinado em 2023
Valdoir Slapak – Empreendedor na área de consultoria de negócios
Victor Ramos de Castro
Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal.
De acordo com as apurações, os investigados solicitavam valores para beneficiar partes em processos judiciais, por meio de decisões favoráveis aos seus interesses.
Também são investigadas negociações relacionadas ao vazamento de informações sigilosas, incluindo detalhes de operações policiais.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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