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Ministério da Justiça destaca atuação integrada do Gefron de MT

Em ações de combate ao narcotráfico dentro de Mato Grosso ou dando apoio em ações fora do Estado, foram 12,4 toneladas de drogas apreendidas e um prejuízo ao crime de aproximadamente R$ 276,1 milhões.

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Foto: PMMT

O secretário de Operações Integradas do Ministério da Justiça e da Segurança Pública (Seopi/MJSP), Alfredo Carrijo, elogiou o trabalho realizado pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron) de Mato Grosso dentro da Operação Hórus/Vigia, que vem sendo desenvolvida desde 2019.

“O Gefron tem realizado desde o início da operação uma contribuição significativa para proteção de fronteiras e alto grau de especialização. E tem viés de integração com outras forças de segurança, fazendo excelente trabalho e esperamos que esse trabalho continue”, comentou.

De janeiro até 20 de outubro, foram 330 ocorrências registradas pelo Gefron. Dezoito bolivianos e 399 brasileiros foram encaminhados para a delegacia da Polícia Federal ou Polícia Judiciária Civil. Quarenta e cinco pessoas foram presas por força de mandado judicial pelos policiais da fronteira.

Em ações de combate ao narcotráfico dentro de Mato Grosso ou dando apoio em ações fora do Estado, foram 12,4 toneladas de drogas apreendidas e um prejuízo ao crime de aproximadamente R$ 276,1 milhões.

Os policiais do Gefron também participaram da apreensão de 9 aeronaves e a recuperação de 305 veículos roubados ou furtados que ingressariam na Bolívia ou usados por traficantes.

Para o comandante do Gefron, tenente-coronel PM Fábio Ricas, os resultados expressivos que a unidade vem alcançado ao longo dos últimos anos é decorrente do aprimoramento técnico do efetivo policial.

“Nosso pessoal se especializou na temática que envolve inteligência e policiamento de fronteira, além dos investimentos que estão sendo aplicados tanto pelo Governo do Estado por meio da SESP, quanto por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública no âmbito do Programa Vigia. Outro fator que não podemos deixar de citar vem sendo o aprimoramento das ações integradas com as Instituições que também atuam na faixa de fronteira e em todo Estado”.

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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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