PENAS PASSAM DE 200 ANOS

Ex-policial militar Cabo Hércules recebe sentença por matar ex-namorada grávida

A pena foi fixada em 18 anos e 8 meses de reclusão

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Polícia

Foto: Reprodução/omatogrosso.com

O ex-policial militar Hércules de Araújo Agostinho, conhecido como cabo Hércules, foi condenado novamente pelo Tribunal do Júri da comarca de Várzea Grande, em julgamento realizado na última segunda-feira (4). Ele foi condenado por homicídio duplamente qualificado e aborto não consentido de uma mulher com quem mantinha um relacionamento. A pena foi fixada em 18 anos e 8 meses de reclusão, que será somada aos outros 185 anos de condenação que já havia recebido, totalizando 203 anos e 8 meses de prisão.

Atualmente, o ex-pistoleiro encontra-se recolhido na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, cumprindo as penas de suas condenações anteriores.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso, o crime ocorreu em julho de 2021, em frente à residência da vítima, Maria Ângela da Silva, conhecida como Lorrayne, no bairro Vila Vitória, em Várzea Grande. O caso envolve a morte de Lorrayne, que foi executada a tiros por Hércules.

Conforme apurado durante as investigações, Hércules de Araújo Agostinho mantinha um relacionamento amoroso com a vítima, Maria Ângela da Silva, e, juntamente com Célio Alves de Souza e José de Barros Costa, planejou a morte dela. O motivo seria o fato de a vítima estar grávida de Hércules e se recusar a abortar, o que levou o ex-policial a tomar a decisão de matar a vítima.

Célio e José ainda não foram julgados, pois recorreram da sentença de pronúncia.

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Denúncia grave: assessor é acusado de humilhar, ameaçar e atacar servidora em Várzea Grande”

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Servidora denuncia assessor por ameaças, xingamentos e homofobia dentro da Prefeitura de Várzea Grande

Funcionária relata intimidação, ofensas e pede medida protetiva por medo; acusado já teve passagem por operação da Polícia Federal

Uma servidora da Prefeitura de Várzea Grande denunciou o assessor Gustavo Henrique Duarte, conhecido como “bispo Gustavo Duarte”, por supostos crimes de injúria, ameaça e difamação dentro do gabinete municipal. O caso teria ocorrido na manhã da última terça-feira (29), nas dependências do gabinete da prefeita Flávia Moretti (PL).

De acordo com o boletim de ocorrência, a servidora afirma ter sido alvo de xingamentos como “sonsa” e “idiota”, além de ter sido ameaçada com a frase: “Você vai ver o que eu vou fazer com você”. Ela também relata ter sido vítima de comentários homofóbicos, ao ser chamada de “sapatão”, em referência à sua aparência física.

Segundo o relato, a confusão começou quando o assessor teria ordenado que a servidora cumprisse uma tarefa imediatamente. Ao responder que já executava outra demanda, ele teria reagido de forma agressiva, iniciando uma série de ofensas.

A situação teria se agravado mesmo após a intervenção de colegas. Conforme a denúncia, o assessor invadiu outra sala, apontou o dedo no rosto da vítima e reforçou as ameaças. Ainda segundo o boletim, ele teria ligado para superiores pedindo a exoneração da servidora e feito comentários depreciativos sobre ela a terceiros, inclusive à prefeita.

A vítima afirma que o comportamento do assessor não seria isolado. “Ele sempre age de forma truculenta, grosseira e autoritária. Trata as pessoas como lixo. Isso não aconteceu só comigo, outros servidores também têm medo”, declarou.

Por receio de novas situações, a servidora informou que solicitou medida protetiva. “É questão de temer mesmo pela segurança”, disse.

O histórico do assessor também é citado na denúncia. Em 2025, ele foi conduzido pela Polícia Federal durante uma operação, ocasião em que teria desacatado uma delegada. Na época, acabou sendo exonerado, mas posteriormente retornou à administração municipal como assessor.

Mesmo após a renúncia do então vice-prefeito Tião da Zaeli (PL), no dia 31 de março deste ano, Gustavo Duarte permaneceu no quadro de servidores comissionados da prefeitura.

Outro lado

Em nota, a Prefeitura de Várzea Grande informou que não comenta “questões de natureza estritamente pessoal”, ressaltando a necessidade de preservar a intimidade e o devido processo legal.

A administração municipal destacou, no entanto, que todas as denúncias formais são encaminhadas aos setores competentes para análise, conforme a legislação vigente, e reforçou o compromisso com a manutenção de um ambiente de trabalho seguro e respeitoso.

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