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Escola Militar de Rondonópolis tem aula inaugural

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Da Redação

A oitava escola militar da rede estadual de Mato Grosso deu início em suas atividades com a cerimônia de aula inaugural para os 270 alunos matriculados na unidade. A Escola Militar Tiradentes Major PM Ernestine Veríssimo da Silva, localizada no município de Rondonópolis (a 212 quilômetros ao sul de Cuiabá), vai atender alunos do 7º ao 9º ano do ensino fundamental.

A rede estadual de ensino conta com sete escolas administradas pela Polícia Militar e uma pelo Corpo de Bombeiros. Uma das escolas está localizada em Cuiabá e as demais nos municípios de Confresa, Juara, Nova Mutum, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Alta Floresta (do Bombeiros) e agora em Rondonópolis.

Juntas, essas escolas atendem cerca de 3 mil alunos no ensino fundamental e médio. Conforme destacou a secretária de Estado de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, a gestão na escola militar de Rondonópolis, assim como nas demais escolas Tiradentes, será feita em parceria entre a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que ficará com a coordenação pedagógica, e a Polícia Militar, responsável pela direção.

“As escolas militares tem sido referência com relação ao índice de Desenvolvimento da Educação Básica em Mato Grosso. É referência também no projeto político pedagógico e nas questões de disciplina, organização e, principalmente, em questões de valores”.

A secretária destacou ainda a construção de uma escola no bairro Maria Tereza, em Rondonópolis, cuja obra será retomada nos próximos dias. “Lá será a nova sede da escola militar e terá capacidade para ampliação do atendimento de alunos”.

O comandante-geral da PM, coronel Jonildo Assis, ressaltou que a principal característica da escola militar é o respeito, o valor e a própria cultura dentro do seio familiar.

“Os pais e os próprios alunos, ao observarem os excelentes resultados da Escola Tiradentes de Cuiabá, alimentaram o desejo de fazer parte da instituição, que tem na sua cultura educacional fundamentos consolidados na hierarquia e disciplina”.

Segundo o comandante, na escola militar o aluno é influenciado a respeitar a sua família e é mostrado a ele que seus sonhos e desejos serão alcançados com muito esforço pessoal.

“Aqui nossa relação é voltada para a formação do cidadão, com visão global e desenvolvimento cognitivo e social. Trabalhamos com alunos de forma que ele alcance voos mais altos. Ele não é só objeto, ele é sujeito de sua própria transformação. Isso, durante toda a sua vida, influenciando na organização social”.

O diretor da Escola, tenente-coronel Marcos Antônio, disse que com a implantação da escola militar, o Governo do Estado oferece a Rondonópolis mais um sistema de ensino, o qual as famílias acreditam e depositam confiança, matriculando seus filhos e netos para que recebam uma educação diferenciada no que se refere ao ambiente escolar.

“Sabemos que das diversas situações num ambiente escolar acabam prejudicando de alguma forma o sucesso do processo de ensino-aprendizagem do aluno. Nesse momento a polícia militar faz essa parceria para garantir que esse processo seja potencializado”.

Eliza Farias de Oliveira, mãe de um aluno do 9º ano, explica que o próprio filho escolheu entrar para escola e ela aprovou a escolha do filho porque sabe que a instituição além de oferecer disciplina aos alunos também é referência no ensino.

“Ele está amando a escola, tanto que já pensa em seguir carreira militar. Eu apoio as escolhas dele e acho que vai ter muito sucesso aqui”, disse Eliza, acrescentando que a sua expectativa é que a escola ofereça também, em 2020, o ensino médio para que o filho possa continuar na instituição.

Também participaram da cerimônia o deputado estadual Sebastião Rezende, o prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio, vereadores do município, os assessores pedagógicos e professores do Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica (Cefapro) de Rondonópolis, técnicos da Seduc, militares da PM e do Corpo de Bombeiros, professores e gestores da rede estadual.

 

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Decisão garante acolhimento de crianças e pensão alimentícia

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A pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a Justiça determinou o acolhimento institucional de dois irmãos em situação de vulnerabilidade em Primavera do Leste, além da fixação de alimentos provisórios a serem pagos pelo genitor. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Cível do município após atuação da 2ª Promotoria de Justiça Cível.O caso chegou ao Judiciário após acompanhamento realizado pela rede de proteção, que identificou sucessivas situações de risco envolvendo as crianças. Conforme os relatórios encaminhados aos autos, os menores estavam sob os cuidados da avó paterna, pessoa idosa que não reunia condições físicas e cognitivas adequadas para garantir a assistência necessária, enquanto o pai não aderiu aos acompanhamentos psicológico e psicossocial indicados pelos órgãos responsáveis e apresentava participação limitada nos cuidados dos filhos.Diante do agravamento do quadro e do insucesso das medidas extrajudiciais adotadas, o MPMT ingressou com pedido de medida protetiva visando assegurar os direitos fundamentais das crianças. Na ação, o Ministério Público destacou a persistência da situação de vulnerabilidade, as dificuldades de acompanhamento escolar, psicológico e de saúde, além da inexistência, naquele momento, de familiares aptos a assumir a guarda.A Justiça reconheceu a situação de risco decorrente da omissão parental e deferiu a medida protetiva de acolhimento institucional, considerada excepcional e provisória, com o objetivo de garantir a proteção integral dos irmãos até que seja avaliada a possibilidade de reintegração familiar ou outra medida adequada.Além do acolhimento, a decisão fixou alimentos provisórios em favor das crianças no valor correspondente a 60% do salário mínimo vigente, a serem pagos de forma rateada entre os genitores. O magistrado ressaltou que o acolhimento institucional não afasta o dever legal de sustento dos filhos, obrigação inerente ao poder familiar e prevista na legislação brasileira.Para o promotor de Justiça Matheus Pavão de Oliveira, titular da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Primavera do Leste, a medida reforça a prioridade absoluta conferida à proteção de crianças e adolescentes. “Quando todas as alternativas de proteção e fortalecimento familiar se mostram insuficientes para cessar uma situação de risco, o acolhimento institucional pode se tornar necessário para garantir a integridade e o desenvolvimento da criança”, destacou.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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