operação SIMULACRUM

DESEMBARGADOR SUSPENDE AÇÃO CONTRA TENENTE CORONEL-PM ACUSADO POR ENVOLVIMENTO EM GRUPO DE EXTERMÍNIO EM MT

Magistrado considerou que, neste primeiro momento, de fato não é possível ver como o policial teria praticado os crimes pelos quais é acusado.

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Polícia

PJC-MT

Atualizada às 10h06 Desembargador Luiz Ferreira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspendeu uma ação contra o tenente-coronel da Polícia Militar Paulo César da Silva, referente à Operação Simulacrum, que mirou um grupo de extermínio composto por policiais. Magistrado considerou que não ficou demonstrada qual foi a participação dele no crime.

Tenente Coronel Paulo César da Silva foi um dos 18 denunciados pelo homicídio de Mayk Sanches Sabino, além da tentativa de homicídio de R.S.S. e de outras duas pessoas não identificadas. Os crimes contaram com o auxílio do segurança particular Ruiter Candido da Silva.

O advogado Giovane Santin, um dos defensores do militar, entrou com recurso de habeas corpus alegando que a denúncia é “vaga e genérica”, já que não individualiza a conduta do militar ou descreve qual foi sua contribuição para o crime. Disse que o tenente-coronel só foi vinculado aos

fatos porque, na época, era o superior hierárquico de alguns dos policiais envolvidos. Afirmou que ele foi um dos denunciados que não presenciou o homicídio.

“Assevera que a denúncia menciona a participação do paciente nos crimes de homicídio, supostamente, cometidos por terceiros, mas não especifica de que forma ele teria colaborado, o que limita a descrição da sua participação e o coloca apenas como um dos denunciados”, citou o desembargador Luiz Ferreira.

Advogado Giovani Santim explicou que não está, neste momento, negando a participação, mas apenas destacando a necessidade de que os fatos sejam especificados, para que o militar possa fazer sua defesa.

Ao analisar detalhadamente o caso, o desembargador considerou que, neste primeiro momento, de fato não é possível ver como o policial teria praticado os crimes pelos quais é acusado.

“A vaga indicação de que o seu nome apareceu em uma das conversas entre um dos denunciados e sua mulher; como também em razão de ele ser superior hierárquico dos demais agentes, ao que tudo indica, não são fatos aptos a imputar a coautoria dos crimes de homicídio e tentativa de homicídio ao paciente”.

Com base nisso o magistrado deferiu a liminar e suspendeu a ação penal contra Paulo César, até o julgamento final deste recurso.

“É imperativo reconhecer que os elementos probatórios colhidos pela autoridade policial e/ou pelo Ministério Público, ao que parecem, são precários em relação ao paciente para dar suporte ao início de uma ação penal. Posto isso, defiro a liminar vindicada”, destacou.

 

 

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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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