CUIABÁ

Bem-Estar Animal, Dema e Ordem Pública fecham canil clandestino e resgatam doze cães vítimas de maus-tratos

Entre os animais resgatados estão alguns da raça Pitbul, Boxer e American Bull. O que dá indícios de que eram utilizados para a reprodução e comercialização de filhotes.

Publicado em

Polícia

SECOM/CUIABÁ

A Secretaria-Adjunta de Bem-Estar Animal, vinculada à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, realizou uma ação extremamente bem-sucedida em prol da causa animal. Com o apoio da Delegacia de Meio Ambiente (Dema) e da Secretaria Municipal de Ordem Pública, resgatou 12 cães e desativou um canil clandestino em Cuiabá na quinta-feira, 14 de setembro. Esses animais agora estão sob os cuidados do Bem-Estar Animal e passarão por castração, vacinação e vermifugação e, então, para adoção.

De acordo com a constatação feita, o ambiente era totalmente insalubre, e a situação de maus-tratos era de extrema gravidade. Havia comida estragada, uma quantidade inadequada de ração para o número de animais, água imprópria para o consumo, baias pequenas e sujas com piso de chão batido, além do acúmulo de fezes e urina.

Veterinária Andréia Janaina, da Bem-Estar Animal: tolerância zero contra maus-tratos de animais Foto: Emanoele Daiane

Em uma geladeira desligada, foi encontrado um pacote de pulmão bovino que exalava mau cheiro e provavelmente seria utilizado para alimentar os cães. Em um fogão, que estava notavelmente sujo, havia uma panela com comida que, supostamente, foi preparada para alimentar os animais, porém já estava fermentando, tornando-se azeda.

“A vitória é para a causa animal de Cuiabá. Esses animais já sofreram muito e merecem agora ser felizes, tratados com dignidade e amor, como todos os animais merecem”, destacou a secretária adjunta de Bem-Estar Animal, Andrea de Mello.

Foto: SECOM CUIABÁ

Entre os animais resgatados, estão alguns da raça Pitbull, Boxer, American Bully e sem raça definida), o que não deixa dúvidas de que eram utilizados para reprodução e comercialização de filhotes.

O proprietário do canil clandestino no bairro Nova Esperança não foi encontrado, mas já havia sido notificado e multado anteriormente.

ELIANA BESS/SECOM-MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia

Polícia Civil rastreia dinheiro da morte de advogado e comprova pagamento de R$ 215 mil pelo crime

Publicados

em


A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), avançou nas investigações sobre o homicídio do advogado Renato Nery, conseguindo identificar e prender os mandantes, intermediários e executores do crime, ocorrido em 5 de julho de 2024, em Cuiabá.

Durante a investigação, a Polícia Civil representou pela quebra de sigilo bancário, medida autorizada pelo Poder Judiciário, que permitiu rastrear o fluxo financeiro utilizado para o pagamento da execução.

As análises demonstraram que a investigada apontada como mandante do crime, realizou, no dia 4 de março de 2024, transferências que totalizam aproximadamente R$ 200 mil reais, valores que passaram inicialmente por contas de terceiros, em uma sequência de movimentações financeiras utilizadas para ocultar a origem e o destino final do dinheiro.

Na análise, também foi identificado que um outro investigado evitou receber diretamente os valores em sua conta, determinando que os recursos fossem movimentados por intermediários. Parte desse montante foi utilizada, no dia 5 de março de 2024, para a aquisição de um veículo Mercedes-Benz, no valor aproximado de R$ 115.000,00, registrado em nome de terceiro.

Ainda no mesmo dia, R$ 40 mil foram transferidos à mãe desse investigado, enquanto o restante do dinheiro foi, posteriormente, encaminhado à própria conta, em 06 de março de 2024.

Além dessas movimentações, foi identificado que no dia 8 de março a primeira investigada citada realizou um pagamento direto a esse segundo investigado citado, no valor de R$ 15 mil reais, totalizando aproximadamente R$ 215 mil reais movimentados em razão do crime.

Essas movimentações financeiras identificadas coincidem com os depoimentos prestados pelos envolvidos, que afirmaram que o valor ajustado para a execução do homicídio seria de aproximadamente R$ 200 mil reais.

Além do rastreamento financeiro, no dia 12 de março de 2024, um dos investigados prestou depoimento, confirmando toda a dinâmica do pagamento pelo crime, corroborando os elementos já demonstrados pela análise bancária.

A investigação identificou que o segundo investigado citado adotou mecanismos para ocultar a origem ilícita dos valores, utilizando de intermediários e movimentações financeiras fracionadas, caracterizando, em tese, a prática do crime de lavagem de dinheiro, pelo qual também deverá responder.

Diante do conjunto probatório reunido, especialmente o rastreamento do fluxo financeiro, os depoimentos colhidos e as demais diligências investigativas, a Polícia Civil concluiu que se trata de crime de mando, caracterizado pelo pagamento para a prática de homicídio qualificado.

O crime

Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo, no dia 5 de julho de 2024, na frente de seu escritório, na Capital.

A vítima foi socorrida e submetida a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas morreu horas depois do procedimento médico.

Desde a ocorrência, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do advogado.

Fonte: Policia Civil MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA