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Cuiabá e Botafogo-SP empatam em jogo tenso na Arena Pantanal
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Em uma noite de muita chuva, disputa intensa e forte participação do VAR, Cuiabá e Botafogo-SP ficaram no 1 a 1 nesta quarta-feira (22), na Arena Pantanal, em partida válida pela 6ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O confronto, marcado por interrupções, reclamações e inúmeras chances perdidas, terminou com um placar que reflete bem o equilíbrio dentro de campo.
O Cuiabá, que vinha embalado pela primeira vitória na competição, buscava engatar uma sequência positiva. Já o Botafogo-SP, há três jogos sem vencer, tentava reencontrar o caminho dos três pontos para voltar ao G-4.
Primeiro tempo movimentado e cheio de oportunidades
O jogo começou truncado, mas com o Cuiabá entrando com mais presença ofensiva. Ainda no início, Jordan precisou trabalhar em duas finalizações perigosas de Rodrigo Rodrigues e Railan. O goleiro do Pantera teve atuação destacada e evitou que o Dourado abrisse o placar em mais de uma oportunidade.
A partida ainda teve dois impedimentos anulando chances reais: primeiro com Luizão, depois com Hernandes. O duelo físico também chamou atenção — foram vários atendimentos médicos e cartões distribuídos. O Botafogo-SP respondeu em escapadas rápidas, especialmente com José Hugo e Pedrinho, mas sem grande eficiência na conclusão das jogadas.
Segundo tempo ganha emoção e dois gols
Após o intervalo, o Cuiabá voltou pressionando. Aos 19 minutos, o gol finalmente saiu: após cobrança de escanteio, Eric Melo pegou de voleio e colocou o Dourado na frente, inflamando a torcida em meio à chuva intensa.
A partir daí, o Botafogo-SP se lançou ao ataque. A equipe, porém, enfrentava dificuldades para criar jogadas mais limpas e esbarrava na marcação adversária. A grande virada emocional do jogo veio aos 30 minutos, quando o árbitro foi chamado pelo VAR para revisar um toque no braço de Weverson dentro da área. Após análise, o pênalti foi confirmado.
Luizão cobrou com tranquilidade, deslocou Marcelo Carné e empatou a partida aos 33 minutos.
Nos acréscimos, o Botafogo-SP chegou a ensaiar uma pressão em busca da virada. Leandro Maciel, em chute forte de longa distância, obrigou Marcelo Carné a fazer grande defesa — a bola ainda explodiu no travessão, arrancando suspiros dos torcedores.
Partida quente até o último segundo
O jogo, que teve 10 minutos de acréscimos, terminou em clima tenso. Foram sete cartões distribuídos, diversas paralisações médicas e muita disputa física. O Botafogo-SP ainda teve tentativas com Morelli, Kelvin e Marcelinho, enquanto o Cuiabá apostou em contra-ataques, mas nenhum dos lados conseguiu balançar as redes novamente.
Ao final, o empate deixa o Cuiabá com 7 pontos na competição, ainda tentando se estabilizar na tabela, enquanto o Botafogo-SP chega ao quarto jogo sem vencer, mas segue encostado nos líderes.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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