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Articulação do Judiciário garante Rede de Proteção para acolhimento às mulheres vítimas de violência
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Foi o que aconteceu com Eliane*, que foi passou pelo Espaço e se sentiu segura e acolhida. “Conheci uma pessoa mais nova que eu, me envolvi amorosamente e com o tempo começou a me agredir verbalmente, moralmente e fisicamente. Numa das brigas acabei perdendo 15% da minha visão. Drogado ele vinha me bater. Ao mesmo tempo em que queria sair da situação não tinha oportunidade, não tinha apoio. Vai fazer um ano que nos separamos e agora encontrei ajuda no Espaço, me senti melhor, as pessoas são acolhedoras, me escutam, posso expressar verdadeiramente o que eu sinto dentro de mim. Isso é muito importante e é o que uma mulher precisa.”
Depois de sofrer tanta violência, agora Eliane cuida de si para tentar minimizar as marcas do corpo e da alma. “Procuro tirar isso de dentro de mim e poder passar pra outras pessoas que sofrem as mesmas coisas que não é por falta de coragem, mas de oportunidade, por não conhecer, não saber que tem ajuda, mas tem. Mulheres que sofrem violência não se calem, procurem auxílio e um meio de se libertar antes que as coisas fiquem piores. A gente pensa que a pessoa vai mudar, que não vai voltar a fazer mas faz e às vezes até pior, como no meu caso, que saí lesionada, mas a ferida que está dentro de mim, para cicatrizar só o tempo e às vezes, nem o tempo.”
Juíza da Segunda Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá Tatiane Colombo destaca as ações que o Judiciário estadual realiza no enfrentamento á violência doméstica. “O Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do TJMT (Cemulher) tem essa ligação com as redes e está participando da criação das redes em todo o Estado, onde essas vítimas serão acolhidas e direcionadas para tratamento, reinseridas na sociedade e entenderem o seu lugar e o contexto em que vivem.”
A coordenadora do local, Thayssa Ferraz da Gama conta que a maioria das mulheres que lá chegam é em decorrência de violência psicológica, patrimonial e física. “Se a mulher chegar por demanda espontânea, íntegra fisicamente falando, mas buscando resgate emocional vamos levantar se ela tem boletim de ocorrência registrado ou se já formalizou medida protetiva, se tem processo em trâmite contra o agressor. Caso não tenha, um dos nossos encaminhamentos é sempre para que ela se resguarde juridicamente para que tenha essa proteção, seja da medida protetiva ou boletim de ocorrência e até botão de pânico quando está em situação de vulnerabilidade maior.”
“Se a criança está matriculada e ela tem que se afastar do lar, a Lei Maria da Penha favorece que essa criança estude próximo do local onde ela está ficando. Se a mulher trabalha, a Lei também a respalda quanto ao vínculo trabalhista para que não seja prejudicada, podendo se afastar num período de seis meses sem ser mandada embora. Fazemos também encaminhamentos para a Defensoria Pública, trabalhamos com a rede de saúde para atendimentos com ginecologista, clínico geral, pediatra.”, informou a coordenadora Fabiana.
Além disso, ações da Cemulher, como a adoção de processos restaurativos com o intuito de promover a responsabilização dos ofensores, proteção às vítimas, restauração e estabilização das relações familiares, programa “Justiça pela Paz em Casa”, entre outras são algumas iniciativas realizadas pela Justiça mato-grossense.
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Várzea Grande lança VG Sem Queimadas e anuncia reforma do Parque Berneck
A Prefeitura de Várzea Grande lança, nesta quarta-feira (26), às 16h30, no Parque Bernardo Berneck, o programa VG Sem Queimadas e o projeto de manutenção e reforma das estruturas do parque.
Conforme o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, o Parque Berneck receberá intervenções na sede, na concha acústica e nos banheiros, além de pintura geral e troca do telhado.
“O local, hoje, é um dos principais pontos de encontro de famílias e praticantes de atividades físicas, além de receber outras atividades da população. Então, com toda certeza, vamos continuar zelando por espaços como esses para os nossos munícipes e visitantes”, afirmou Ricardo.
O VG Sem Queimadas é uma iniciativa da Prefeitura de Várzea Grande, em parceria com o Corpo de Bombeiros, voltada ao combate a incêndios urbanos e à conscientização da população durante o período crítico de seca e estiagem.
Como parte das ações, o Município reforça o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso com duas caminhonetes para combate a incêndios e um caminhão-pipa.
“O Município já realiza diversas ações de conscientização, pedindo para que os moradores evitem queimadas. Então, esta ação do VG Sem Queimadas também é educativa, pois queremos evitar o fogo antes que ele aconteça”, destacou Ricardo Amorim.
SERVIÇO
O quê? Lançamento do VG Sem Queimadas e anúncio das obras de manutenção e reforma do Parque Berneck
Local: Parque Bernardo Berneck
Quando: Quarta-feira (26)
Horário: 16h30
Galeria de Fotos (1 foto)
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