Madrugada fatal

Acidente fatal na BR-364 deixa quatro mortos entre Jangada e Rosário Oeste

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a instrução responsável monitoram a via para evitar novas ocorrências.

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Polícia

Foto: Reprodução

Na madrugada desta quarta-feira (23), um grave acidente na BR-364, entre os municípios de Jangada e Rosário Oeste, foi confirmado a morte de quatro pessoas. O sinistro envolveu um veículo Volkswagen Polo e uma carreta, que colidiram frontalmente, conforme informações preliminares. O impacto foi tão intenso que a carreta tombou e o Polo foram lançados para fora da pista. A rodovia precisou ser interditada em ambos os sentidos para a limpeza e remoção dos veículos, sendo liberada às 07h24.

De acordo com a comissão Nova Rota do Oeste, que administra a via, o chamado para o atendimento foi registrado às 0h41, no km 504 da rodovia. Ao chegarem ao local, as equipes de resgate descobriram que os quatro ocupantes do Polo morreram no momento da colisão, sem chances de socorro. Já os três ocupantes da carreta saíram ilesos e recusaram atendimento médico, assinando um termo de recusa.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para realizar uma análise detalhada da cena do acidente e providenciar a liberação dos corpos. Ainda não foram divulgadas as identidades das vítimas. A investigação, segue as investigação para determinar as causas exatas do ocorrido.

Durante o trabalho das equipes de resgate e limpeza, uma pista interditada, gerando transtornos para os motoristas que utilizavam o trecho. O tráfego foi totalmente liberado nas primeiras horas da manhã, após a remoção dos destroços e a higienização da via.

Acidentes fatais como esses reforçam a necessidade de cautela ao dirigir, especialmente em rodovias movimentadas como a BR-364, que frequentemente registram incidentes graves.

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Polícia

Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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