Polícia Federal
Comissão aprova projeto que obriga o Estado a identificar locais de repressão da ditadura militar
Polícia Federal
A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1156/21, da deputada Maria do Rosário (PT-RS), que atribui ao Estado a responsabilidade de identificar publicamente os locais de repressão política utilizados durante a ditadura civil-militar (1964-1985).
Segundo o texto, deverão ser identificados, por meio de placas e outros sinais, locais onde a repressão política vitimou cidadãos, por meio de crimes de lesa-humanidade, tais como sequestros, torturas, desaparecimentos forçados e ocultação de corpos de desaparecidos políticos.
A identificação deverá ser feita de acordo com normas técnicas estabelecidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e conter explicitamente a violação do direito humano ali ocorrida e os nomes das vítimas, bem como dados estatísticos da repressão política, tendo como fonte o relatório final da Comissão Nacional da Verdade.
Apresentado em dezembro de 2014, esse relatório constatou que 434 pessoas foram mortas ou desapareceram durante a ditadura, sendo 191 por execuções sumárias ou decorrentes de torturas. O relatório apontou ainda 377 agentes do Estado como autores das violações.
O texto foi aprovado por recomendação da relatora, deputada Luiza Erundina (PSol-SP). “A criação de lugares de memória se orienta no sentido de romper com a lógica do silenciamento, com a valorização das vozes das vítimas e com a abertura para ações que não aceitem a hipótese de que as graves violações do passado voltem a se repetir”, justificou a relatora.
Erundina argumentou que a preservação física dos locais de violações atende às recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Ela comparou a medida à preservação de antigos campos de concentração nazistas e aos memoriais instalados na Argentina, no Chile e na África do Sul.
Novos locais e cerimônias
Além dos espaços já mapeados pela CNV, o texto permite que novos locais de repressão sejam sugeridos por organizações da sociedade civil, pela Comissão da Anistia e por conselhos de direitos humanos. Para tanto, será necessária a consulta a vítimas, familiares e pesquisadores.
Após a confirmação oficial de um novo local, a União terá o prazo de 120 dias para instalar a identificação.
O ato deverá ocorrer por meio de uma cerimônia pública, com ampla divulgação e convite pessoal aos sobreviventes e familiares ligados àquele espaço.
Próximos passos
A matéria tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Rachel Librelon
Polícia Federal
Prefeita Flávia Moretti recebe integrantes do terceiro setor e destaca importância das entidades nas políticas públicas
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, recebeu representantes de organizações do terceiro setor e o convite para participar da Caravana do Terceiro Setor, evento que será realizado no município nesta quinta-feira (24.09), às 8h.
O encontro também foi marcado pelo diálogo sobre a importância das entidades da sociedade civil na implantação e no fortalecimento de políticas públicas.
Participaram da reunião representantes da Faosc (DF), Acamis (MT), Ecomamor (GO), CEPAI (DF) e Maná do Céu (MS), que apresentaram iniciativas e trataram da atuação do terceiro setor em diferentes áreas.
Durante o encontro, Flávia Moretti ressaltou que as organizações do terceiro setor desempenham papel importante na construção de ações voltadas à população, especialmente em áreas como saúde, educação e assistência social.
“Eu tenho o terceiro setor na saúde, na educação e na assistência social. É muito importante essa participação, porque são entidades que estão próximas da população e podem contribuir para a implantação e o fortalecimento das políticas públicas dentro do nosso município”, afirmou a prefeita.
A prefeita também destacou a importância da realização da Caravana do Terceiro Setor em Várzea Grande, que deverá promover a aproximação entre organizações, gestores públicos e sociedade, fortalecendo o diálogo e a troca de experiências.
Representando a Equoterapia Nativo, Larissa Faria, destacou que a integração entre o poder público e as associações é fundamental para o aprimoramento das políticas públicas voltadas à população.
“Várzea Grande tem sido parceira das associações. A reunião foi maravilhosa. A intenção é que façamos mais projetos em parceria com o poder público. Então, teremos o encontro do Terceiro Setor no Centro Cultural da Orla da Alameda, às 8h, nesta quinta-feira (24)”, pontuou.
Galeria de Fotos (6 fotos)
-
Política20 horas atrásSérgio Ricardo detona ausência de conselheiros em sessão do TCE-MT: “Desrespeito ao povo e ao Tribunal”
-
Política1 dia atrásPonte sobre o Rio Paraguai recebe nome de ex-prefeito de Porto Murtinho
-
Economia2 dias atrásSenacon vai investigar 70 postos por aumento abusivo de preços
-
Política5 dias atrásLei proíbe prisão de candidatos e eleitores durante período de votação
-
Cidades2 dias atrásEducação recebe R$ 1,04 bilhão e Prefeitura apresenta balanço de ações em Cuiabá
-
Economia2 dias atrásRenda de PCDs equivale a 70% do rendimento de pessoas sem deficiência
-
Cidades4 dias atrásPalestra leva alerta sobre riscos do cigarro eletrônico a estudantes
-
Economia9 horas atrásBeneficiários com NIS de final 5 recebem Bolsa Família de setembro

