Mato Grosso
Três pessoas são presos por torturar mulher com pauladas e facão
Mato Grosso
Da Redação
Dois homens e uma mulher foram presos, no ultimo domingo (25), por envolvimento na tortura de uma jovem, em Barra do Bugres (168km de Cuiabá). O delegado Rodolpho Bandeira confirmou a identidade dos criminosos e representou à Justiça pela prisão deles.
A vítima foi torturada, no dia 16 de janeiro, em uma região de mata, distante da cidade, ela sofreu violentas agressões físicas com pedaços de madeira e facão. Os agressores disseram para a mulher que se tratava de um “salve” a mando de uma facção criminosa.
Após ser espancada pelo grupo, ela foi abandonada desacordada e encontrada por populares no dia seguinte, com o rosto coberto de sangue, um corte profundo na cabeça e hematomas pelo corpo. Acionada, a Polícia Militar encaminhou a mulher para atendimento médico.
A Polícia Civil iniciou as investigações colhendo informações com a vítima. Durante a apuração, os policiais conseguiram identificar três pessoas suspeitas de participarem da tortura.
O primeiro suspeito teve o mandado de prisão cumprido em 24 de fevereiro. Já a segunda suspeita foi localizada em uma residência, apontada como ponto de venda de drogas, no dia 03 de março.
O terceiro suspeito foi localizado pela equipe de investigadores na tarde da última sexta-feira (23) enquanto transitava com seu veículo, o mesmo utilizado pelo grupo no crime.
Os três estão detidos e as investigações continuam para a identificação de demais envolvidos.
Mato Grosso
PM acusado de matar esposa em Cuiabá vai a júri popular
A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa, G.D.S., em maio de 2025, em Cuiabá. Na sentença de pronúncia, o Juízo da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher considerou haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o réu seja submetido ao julgamento pelos jurados. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá – Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, sob responsabilidade da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra. O MPMT imputou ao acusado a prática do crime de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, com causas de aumento de pena e circunstância qualificadora que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia, no dia 25 de maio de 2025, por volta das 16h40, o acusado efetuou disparos de arma de fogo contra a esposa dentro da residência do casal, localizada no Bairro Praeiro, em Cuiabá. A vítima morreu em decorrência dos ferimentos causados pelos tiros. Conforme a acusação, o crime foi cometido na presença dos filhos do casal, então com três e cinco anos de idade.Na decisão, destacou-se que a materialidade do crime está comprovada por laudos periciais, entre eles o exame de necropsia, que apontou que a vítima morreu em decorrência de choque hemorrágico provocado por disparos de arma de fogo que atingiram órgãos vitais. O laudo de confronto balístico também confirmou que os projéteis encontrados foram disparados pela pistola funcional acautelada ao acusado. Durante a instrução processual, testemunhas relataram que o acusado deixou o local após os disparos levando os filhos para a casa dos avós paternos. Em juízo, o próprio réu admitiu ter efetuado os disparos contra a esposa, alegando que passava por forte perturbação emocional e problemas psiquiátricos. A defesa buscou a absolvição sumária sob o argumento de inimputabilidade por doença mental. No entanto, um laudo psiquiátrico concluiu que o acusado apresentava Transtorno Psicótico Não Especificado (CID-10 F29) e possuía capacidade de entendimento parcialmente preservada, sendo enquadrado na condição de semi-imputável. Diante disso, a Justiça afastou o pedido de absolvição sumária, entendendo que a questão deverá ser apreciada pelo Tribunal do Júri.Ao pronunciar o réu, a Justiça manteve todas as circunstâncias descritas na denúncia do Ministério Público, incluindo o feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, a condição de a vítima ser mãe de crianças, a suposta prática do crime na presença dos descendentes e o emprego de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima. Também foi mantida a prisão preventiva do acusado, que está preso desde a conversão do flagrante em prisão preventiva, ocorrida logo após o crime. Com a pronúncia, o processo seguirá para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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